Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Martins, Warlyton Silva
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Orientador(a): |
Ayub, Ricardo Antonio
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Banca de defesa: |
Baptistão, Amanda Regina Godoy
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Netto, Adaucto Bellarmino de Pereira
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Ponta Grossa
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Agronomia
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Departamento: |
Departamento de Agronomia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3564
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Resumo: |
Visando compreender a maturação dos frutos climatéricos e não-climatéricos, estudos vêm sendo realizados com melão, pois esta cucurbitácea é uma planta modelo entre as plantas cultivadas, apresentando estes dois padrões de amadurecimento. Por conseguinte, buscou-se neste trabalho avaliar os efeitos da aplicação exógena de auxinas, sacarose, sorbitol, ácido naftilftalâmico e ácido 2,3,5-triiodobenzóico em frutos de melão amarelo cv. Eldorado não- climatérico. Para isto, o delineamento experimental adotado foi o inteiramente aleatorizado, sendo realizados dois experimentos: o primeiro consistiu na aplicação de sacarose e ácido indolbutírico, ambos a 200, 250 e 300 mM e ácido naftilftalâmico (NPA) a 0,025 mM, com a aplicação de água e lanolina como controle. O segundo foi composto pelo ácido indolacético a 60 mM, sacarose e sorbitol a 200 mM e ácido 2,3,5-triiodobenzóico (TIBA) a 0,02 mM. Na safra de 2019/2020 empregou-se seis repetições e na de 2020/2021, quatro repetições, sendo 1 fruto por parcela. As variáveis avaliadas foram: graus-dias acumulados (GDA), parâmetros de cor, firmeza (N), sólidos solúveis (oBrix), acidez titulável, ratio e pH. Para os GDA, nos dois experimentos, dentre os estágios avaliados, o período final de desenvolvimento do fruto apresentou maior requerimento térmico, não ocorrendo influência dos tratamentos. Em contrapartida, o tempo de amadurecimento dos frutos foi influenciado pelos tratamentos aplicados nas duas safras implantadas, onde as concentrações de auxina o retardaram, o TIBA também protelou o amadurecimento, porém, em menos dias que o hormônio anterior, as de sacarose, juntamente com o sorbitol, anteciparam e o NPA não influenciou. No Experimento I, a auxina aumentou os teores de firmeza e acidez titulável e diminuiu os sólidos solúveis, ratio e pH. Para o Experimento II, para as variáveis já citadas, a auxina e a sacarose apresentaram o mesmo comportamento antagônico no amadurecimento do melão. Os parâmetros de cor dos frutos não apresentaram diferença significativa entre os tratamentos nos dois anos de estudo. Deste modo, conclui-se que o uso da auxina retardou o amadurecimento, e a sacarose, o acelerou. Estes resultados fisiológicos reforçam a ação antagônica entre este hormônio e o açúcar no amadurecimento dos frutos, em que a primeira retarda enquanto a segunda acelera. |