Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Oliveira, Andréa do Carmo Bruel de
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Orientador(a): |
Heerdt, Bettina
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Banca de defesa: |
Tamanini, Marlene
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Godoy, Marcela Teixeira
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Ponta Grossa
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação
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Departamento: |
Departamento de Educação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/2898
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Resumo: |
Os preconceitos de gênero encontram-se impregnados em diversas áreas do conhecimento humano. A Ciência é permeada por preconceitos sociais, sexistas e androcêntricos, que reforçam a discriminação das mulheres em diferentes níveis, inclusive nos conhecimentos construídos. O objetivo desta pesquisa é compreender as percepções das/os acadêmicas/os em relação às questões de gênero no conteúdo de Evolução Humana, e as possíveis reiterações no Ensino de Evolução Humana. Destarte, partimos para a investigação com o seguinte questionamento: Quais as percepções das/os acadêmicas/os das questões de gênero no conteúdo de Evolução Humana? Como estas percepções podem influenciar no Ensino de Evolução Humana? Para esse fim, exploramos fundamentos teórico-metodológicos em obras que viabilizaram o resultado de abordagens que consideram o tema Gênero e Evolução Humana. Este estudo é de natureza qualitativa. Para a coleta de dados foi elaborada uma Unidade Didática, constituída de questionários, atividades colaborativas e mapa mental. As análises dos dados foram realizadas por meio da análise de conteúdo temática categorial. Foram elaboradas unidades de contexto e de registro para a análise do material empírico coletado. A partir dos dados analisados, houve a possibilidade de compreender que há predomínio de percepções de que o gênero orienta a Ciência e os conteúdos de Evolução Humana e há percepção de que gênero é uma classificação de características binárias, como homem/forte, mulher/fraca, por outro lado também apresentam percepções de gênero separado de ciência e ciência sem gênero. Quanto às relações na pré-história percebem que poderia ter ocorrido equidade entre homens e mulheres, outras percepções são androcêntricas em que as mulheres são consumidoras/cuidadoras e homens são produtores/protetores e conhecedores, além de relações desiguais. As percepções em relação às mudanças de comportamentos entre mulheres e homens no transcorrer da Evolução Humana apresentam homens e mulheres em relações desiguais no passado, dúvidas em relação à equidade na pré-história, binarismos e hierarquizações, mas também apresentam críticas as desigualdades entre homens e mulheres e percebem ser possível relações equânimes na pré-história. São necessárias discussões em relação às questões de gênero na Ciência e no conteúdo de Evolução Humana, pois novos olhares precisam ser trazidos as análises de gênero no Ensino de Biologia, essa mudança não acontecerá de modo imediato, é um processo longo que necessita de práticas pedagógicas desestabilizadoras das verdades postas, como as que se propõe na Pedagogia Feminista. |