Estudo de precisão diagnóstica da graduação ultrassonográfica da esteatose hepática através da análise de concordância com a densidade tomográfica do fígado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Wanderley, Maisa Carneiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - PRPGP
Brasil
UEPB
Programa de Pós-Graduação Profissional em Ciência e Tecnologia em Saúde - PPGCTS
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/4511
Resumo: A esteatose hepática (EH) corresponde à fase inicial das alterações da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica, quando há depósito de triglicerídeos nos hepatócitos, podendo ser diagnosticada através dos exames de imagem. A ultrassonografia (US) é o método mais utilizado para rastreio da EH, além de detectar a doença, também costuma categorizá-la em três graus (leve, moderado e acentuado), sendo que esta classificação de gravidade utiliza parâmetros qualitativos, baseados no aumento da ecogenicidade hepática. A aparente fragilidade desses critérios subjetivos de análise é perceptível aos ultrassonografistas na prática diária, bem como está descrita na literatura, que relata ampla variabilidade na avaliação intra e inter-observador. O objetivo do presente estudo foi analisar a precisão da US em graduar a EH. Para tanto, comparou-se a graduação ultrassonográfica da doença com imagens tomográficas do fígado, através de parâmetros quantitativos de mensuração da densidade, em pacientes submetidos a ambos os exames dentro do intervalo de 3 meses. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os valores de densidade tomográfica, de acordo com a classificação baseada na US, entretanto a mediana de densidade não variou de modo significativo ao comparar os casos de EH moderada e acentuada (p = 0,718), havendo ampla sobreposição na distribuição dos valores de densidade entre esses dois graus. Apesar dessa classificação por US ainda ser amplamente utilizada, provavelmente entrará na fase de obsolescência e abandono, em breve, seguindo o ciclo de vida habitual das tecnologias em saúde. Já que outros métodos de imagem, notadamente Ressonância Magnética, elastografia e US quantitativa, sobrepõem-se à classificação ultrassonográfica da doença e configuram potenciais tecnologias substitutivas de maior precisão. Ao analisar essa classificação por US como um “produto” em saúde, pode-se dizer que a mesma apresenta baixa efetividade e eficiência. E seu uso pode ocasionar erros de utilização do tipo engano, uma vez que utiliza um parâmetro impreciso para graduação da doença, uma regra ruim. Esse estudo sugere que enquanto a classificação permanecer em uso, os médicos sejam encorajados a enquadrar a EH não apenas nos graus isolados, mas também utilizem termos que expressem os casos duvidosos, com aparência limítrofe, que seriam leve/moderada ou moderada/acentuada.