Distribuição espacial de cianobactérias em reservatórios tropicais: Identificando as variáveis determinantes e o papel da autocorrelação espacial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Queiroz, Tatiane Medeiros
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - PRPGP
Brasil
UEPB
Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação - PPGEC
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/4614
Resumo: Pouco se sabe sobre a autocorrelação espacial (ACE) e padrão de distribuição das cianobactérias em reservatórios tropicais quando considerado o efeito do espaço com base nas variáveis ambientais. A autocorrelação espacial (ACE) mede a relação entre as variáveis bióticas e abióticas considerando a proximidade espacial em que observações próximas espacialmente possuam valores mais semelhantes do que aquelas distantes. O presente estudo buscou avaliar a distribuição espacial de cianobactérias e identificar as variáveis preditoras em reservatórios tropicais, utilizando modelos de regressão espacial para saber se a incorporação da autocorrelação espacial (ACE) afeta as estimativas dos coeficientes dos modelos e a inferência de modelos estatísticos. Amostramos a comunidade fitoplanctônica em trinta e sete reservatórios tropicais distribuídos em diferentes bacias hidrográficas do estado da Paraíba/ Nordeste, Brasil, durante fevereiro de 2020 a dezembro de 2021, com frequência trimestral na subsuperfície da coluna de água. Avaliamos a ACE através do Índice de Moran Global e Local e em seguida realizado Modelos de regressão espacial e não espacial para determinar as variáveis explicativas da distribuição de biomassa das cianobactérias. Nossos resultados mostraram que dos 37 reservatórios que avaliamos, dezenove (19) mostraram dominância de cianobactérias, ou seja, mostraram biomassa de cianobactérias superior a 50% da biomassa total da comunidade fitoplanctônica. A biomassa de cianobactérias mostrou ACE, especialmente, quando se considera em nível de bacia hidrográfica; apesar desse efeito variar em função da bacia hidrográfica estudada. A biomassa de cianobactérias dentro da bacia do rio Paraíba mostrou ACE significativa (I = 0,404; p = 0,008) com padrão de distribuição espacial do tipo alto-alto e baixo-baixo, enquanto os efeitos espaciais dentro do estado da Paraíba onde temos os conjuntos de todas as bacias não foram significativas. Os resultados das regressões mostraram que as variáveis determinantes para a biomassa de cianobactérias, foram precipitação, o volume hídrico, a temperatura, o oxigênio dissolvido, o fósforo total, o nitrogênio amoniacal e a alcalinidade total. Observamos que os valores foram maiores nas regressões espaciais lag e do erro e menores valores de AIC, além de mostrar um maior número de variáveis preditivas, quando comparado aos modelos de regressão clássica. Portanto, a incorporação das análises de autocorrelação espacial pode auxiliar na definição de quais localidades pode ser priorizada para conservação e estratégias de manejo.