"Não abro mão do privilégio de ser homem." Análise dos dispositivos de controle e vigilância sobre a homossexualidade em Campina Grande (PB)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Silva, Marcelo Ricardo Batista da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Ciências Sociais e Aplicadas - CCSA
Brasil
UEPB
Programa de Pós-Graduação em Serviço Social - PPGSS
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/2939
Resumo: As discussões sobre a homossexualidade ganharam visibilidade na contemporaneidade. Elas pautam programas de televisão, estão presentes em roteiros de novelas, séries e filmes; é tema de debates nas escolas, igrejas, na família; e nas casas legislativas no país. Na área do conhecimento, ela também passou a ser alvo de análises, observações e explicações, tendo um crescente número de produções acadêmicas acerca desta temática. Essa visibilidade, de um lado, parece demonstrar que há uma maior aceitabilidade das relações homossexuais na sociedade; de outro lado, ela parece ter acionado reações contraofensivas, as quais geram violência e possibilitam um discurso que oprime, exclui e limita o acesso a direitos. Diante disso, a presente pesquisa analisa como homossexuais do município de Campina Grande/PB compreendem, na contemporaneidade, os mecanismos de vigilância e controle de gênero e sexualidade que incidem sobre seus corpos e vivências, a partir de estruturas pedagógicas, discursivas e narrativas presentes no corpo social e cultural da sociedade. Para tal, analisa falas obtidas através de entrevistas semiestruturadas com sujeitos escolhidos de um grupo de sociabilidade de homens, cisgênero e com idade superior a 40 anos, que se identificam enquanto gays. Busca inspirar-se, para analisar as práticas discursivas, nos estudos culturais sobre identidade e diferença, e nos estudos de gênero, enquanto categoria analítica, atravessada pelas questões da alteridade e das relações de poder.