Dos fantasmas à metaficção: da novela A volta do parafuso (1898) à minissérie A maldição da mansão Bly (2020)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Nascimento, Aline Oliveira do
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Educação - CEDUC
Brasil
UEPB
Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade - PPGLI
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/5076
Resumo: Através das adaptações audiovisuais, é possível observar diferentes releituras nas obras literárias, seja mediante uma ou mais referências. Isso ocorre na minissérie A maldição da mansão Bly (2020), de Mike Flanagan, que reescreve a novela A volta do parafuso (1898), de Henry James, apresentando novas leituras sobre a preceptora e os fantasmas. Deste modo, este estudo tem como objetivo analisar os aspectos metaficcionais presentes tanto na minissérie quanto na novela, além de demonstrar como a ferramenta metaficcional mise en abyme é explorada nas obras. Para isso, fazemos uso da pesquisa exploratória, com etapas divididas em conceituação teórica, contextualização e análise. Utilizamos como referencial teórico os estudos sobre metaficção de Linda Hutcheon (1980), Patricia Waugh (1984), Gustavo Bernardo (2010) e Genilda Azerêdo (2019); assim como trabalhos de Lucien Dällenbach (1977) sobre a mise en abyme; também recorremos ao estudo biográfico de Bruce R. McElderry (1965) sobre Henry James e suas fases literárias; para uma melhor compreensão sobre o audiovisual, utilizamos as considerações sobre serialidade de Umberto Eco (1989) e Arlindo Machado (2000), além dos estudos sobre minisséries dispostos por Anna Maria Balogh (2005), Maria Mungioli (2013) e Jean-Pierre Esquenazi (2010), entre outros que dialogam com a nossa temática. A partir dessas análises, identificamos como ambas ficções apresentam diferentes camadas narrativas que se interligam, além da percepção de como a metaficção é disposta em diferentes meios semióticos: na literatura, a novela recorre a constante explicitação do texto como artefato literário, que dispõe de diferentes processos de escrita, a interação direta com o leitor, além da intertextualidade; na minissérie, o eixo principal inclui a perspectiva de três personagens acerca da mesma diegese e que, como conclusão, demonstram o espelhamento da narrativa.