Tecidos messiânicos em "Galileia", de Ronaldo Correia de Brito
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Educação - CEDUC Brasil UEPB Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade - PPGLI |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.bc.uepb.edu.br/tede/jspui/handle/tede/2507 |
Resumo: | A literatura apresenta uma riqueza pluridiscursiva, que se revela a cada leitura realizada. Assim é a obra de Ronaldo Correia de Brito, Galileia. Recheada com muita realidade e fantasia, o narrador do romance estabelece diálogos, por um lado com discursos da tradição judaico-cristã e, por outro, com os discursos messiânicos tecidos a partir de leituras do Nordeste brasileiro. Dessa forma, objetivamos dissertar sobre as tessituras messiânicas presentes em Galileia, destacando a recorrência da temática do messianismo, que interdiscursivamente nos remete a ecos de vozes, por exemplo, de textos da Bíblia, os quais são analisados e interpretados a partir da história de três primos, que atravessam o sertão dos Inhamuns e regressam à fazenda Galileia a fim de comemorar o aniversário do patriarca e avô Raimundo Caetano. Para tanto, dividimos a pesquisa em três capítulos. No primeiro, abordamos as linguagens poética e bíblica como fenômenos literários que possibilitam a formação de uma rede de histórias abertas e cruzadas. No segundo capítulo, destacamos o ambiente nordestino e o lugar religioso como fissuras discursivas, por onde a diversidade reclama o seu espaço. No último capítulo, por sua vez, versamos sobre os tecidos messiânicos, os quais compõem as linhas e entrelinhas da obra Galileia. Destarte, a obra e a análise em pauta, a partir da materialidade textual já-dita, possibilitam uma complexa trama de discursos ainda por dizer, que aqui se diz. E, ao se dizerem, permite um olhar para si e para o outro, por intermédio da obra estudada. Sendo assim, teoricamente, a pesquisa se constrói com aporte em uma hermenêutica interdiscursiva e em uma pesquisa bibliográfica, com base nas contribuições de Iser (2002), Brandão (2006), Magalhães (2009), Deleuze e Guatarri (1995), Queiroz (1977), Musumeci (2004), Albuquerque Junior (2007), entre outros, que nos ajudam na composição da presente dissertação. |