COVID-19 e o polimorfismo do gene p2rx7

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Pelisson, Marsileni
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18642
Resumo: Na COVID-19, o agravamento de grupos com determinadas comorbidades e características demográficas, especialmente para sexo e idade, encontram explicações na fisiologia. No entanto, o estadiamento e a patogênese da doença - em parte resumida como “síndrome imunológica” - e suas bases genéticas, ainda carecem de total esclarecimento. Várias doenças com a imunopatogênese vinculadas de alguma forma à atividade dos receptores purinérgicos - em especial P2X7, o inflamassoma NLRP3 e a morte celular induzida – apresentam correlação com a COVID-19, quer seja como fator de risco ao agravamento ou desfecho, quer seja como condição pós-COVID-19. Assim, bases genéticas que qualificam a funcionalidade do receptor P2X7 podem auxiliar no entendimento da patogênese da doença. Desta forma, são objetivos deste trabalho avaliar o perfil epidemiológico e laboratorial de pacientes hospitalizados com a infecção pelo SARS-CoV-2 em um serviço de referência para a COVID-19 e determinar a associação dos polimorfismos do gene p2rx7 com os fatores epidemiológicos, a severidade da COVID-19 pré-vacinação e com o desfecho da doença severa-crítica após a hospitalização. Dados epidemiológicos, clínicos, laboratoriais e tomográficos foram relacionados ao desfecho da COVID-19 em até 180 dias após o início dos sintomas. Amostras de sangue foram obtidas para a análise de parâmetros laboratoriais e polimorfismos de nucleotídeo único (SNP) do gene p2rx7 (rs3751143 e rs2393799), os quais podem ter relação com a funcionalidade do receptor transmembrana. Os exames foram realizados segundo metodologias normatizadas em laboratórios clínicos e a análise genética por meio de qPCR e sondas Taqman®VICTM/FANTM - rs3751143A>C e rs2393799C>T. Haplótiplos dos SNP foram utilizados para a comparação das demais variáveis estudadas: Haplótipo I [AA] e [CC]; II [AC;CC] e [CC]; III [AA] e [CT;TT]; IV [AC;CC] e [CT;TT]. A análise estatística das variáveis categóricas utilizou teste Qui-Quadrado e das variáveis contínuas a ANOVA de uma via (W e F*), após 1000 reamostragens. Kaplan-Meier e os modelos de regressão de Cox foram utilizados para análise de sobrevivência e a regressão bivariada para variáveis de risco de agravamento e óbito. IBM SPSS Statistics 20.0 e GraphPad Prism 8.0.0 foram utilizados para as análises estatísticas e geração de gráficos. Todas as análises foram realizadas ao nível de significância inicial de p<0,05. Os resultados indicaram a idade superior a 60 anos, cardiopatia e o diabetes como fatores de risco para o agravamento e óbito na COVID-19; que exames como PCR, relação neutrófilo/linfócito, desidrogenase lática e interleucina 6 são biomarcadores associados à severidade da COVID-19 e, que pacientes com genótipo mutante da rs3751143 têm três vezes mais risco de óbito que pacientes com a mutação na rs2393799 (p<0,001, HR=3,002 [1,939 - 4,647]). Assim, os resultados confirmam que idosos perfazem o grupo mais susceptível à gravidade e sugerem que mutações do gene p2rx7 podem influenciar significativamente o óbito em pacientes com COVID-19 severa-crítica.