Desenvolvimento computacional e análise por elementos finitos de um implante paciente-específico para estabilização via acesso dorsal da articulação atlantoaxial em cães.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Cabreira, Adan Peres
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18582
Resumo: A instabilidade atlantoaxial congênita é uma doença que ocorre com maior frequência em cães jovens de raça toy e os sinais clínicos podem variar desde hiperestesia cervical, até tetraplegia e óbito. O tratamento cirúrgico em geral é realizado por meio de abordagem ventral, que permite redução da luxação e acesso à superfície articular, porém a técnica apresenta riscos e possibilidade de lesão iatrogênica entre outras complicações. A abordagem cirúrgica dorsal é tecnicamente menos desafiadora e mais segura, no entanto, a maioria das técnicas descritas se vale da utilização de materiais que adentram o espaço peridural ou não oferecem estabilidade adequada. O objetivo deste estudo foi o desenvolvimento de um implante paciente-específico para estabilização atlantoaxial com instrumentação pelo acesso dorsal. O implante foi desenvolvido através recursos computacionais a partir de um exame de tomografia computadorizada de um paciente com instabilidade atlantoaxial. O implante é fixado através de seis parafusos bloqueados bicorticais e com diâmetro de 1,7 mm, sendo dois parafusos transarticulares e mais dois em cada vértebra. Uma guia de furação poderá ser acoplada diretamente no implante, favorecendo a obtenção de corredores seguros para a instrumentação. O modelo final do implante foi analisado por elementos finitos em flexão, extensão, flexão lateral e torção para avaliação da distribuição das tensões e deslocamento. O implante apresentou ponto máximo de estresse (425 Mpa) abaixo do limite de escoamento para o material (880 Mpa) e deslocamento máximo de apenas 0,13 mm. O projeto foi depositado no banco nacional de patentes sob o número BR1020230238777.