Tempo de sobrevida e fatores associados à mortalidade de pacientes com internações de longa permanência em hospital de alta complexidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Paula, Magno Fernando de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/16882
Resumo: Resumo: O Ministério da Saúde, de acordo com a Portaria n° 312, estabelece que internações de longa permanência são aquelas em que o paciente permanece hospitalizado por um período igual ou superior a 3 dias A internação de longa permanência é um dos grandes desafios enfrentados por hospitais no Brasil, pois, com o aumento dos dias de internação, ampliam-se os riscos de infecção e comorbidades elevando os custos hospitalares O objetivo desta pesquisa foi analisar o tempo de sobrevida e fatores associados à mortalidade de pacientes com internações de longa permanência em hospital de alta complexidade Tratou-se de uma pesquisa coorte retrospectiva, com abordagem quantitativa Fizeram parte do estudo as internações de longa permanência de pacientes adultos internados pelo Sistema Único de Saúde, no período de 214 a 217, com exclusão das reinternações Utilizou-se a Regressão de Cox para identificação dos fatores associados à mortalidade dos pacientes com internação de longa permanência Ainda, dentre os pacientes que foram internados na Unidade de Terapia Intensiva, foi realizada a curva Roc para determinação de um ponto de corte para identificação do dia em que os pacientes apresentavam maior risco de óbito No período de estudo ocorreram 1654 internações, destas, 129 foram pacientes com internação de Longa Permanência, resultando em uma prevalência de 7,3% A mortalidade na longa permanência foi de 5,3% com predomínio do sexo masculino (61%); faixa etária acima dos 6 anos (74%); paciente grave (49%); internação na urgência (94,1%); pacientes clínicos (52,4%); especialidade neurologia (26%); infecção hospitalar (72,8%); CID-1 de entrada constituído pelas doenças do aparelho circulatório (4%) e internação em Unidade de Terapia Intensiva representou uma mortalidade acentuada (97,5%) Os fatores associados à mortalidade na internação de longa permanência foram: Idoso (HR=2,31; IC95%: 1,89-2,81; p<,1); internação clínica (HR=1,82; IC95%: 1,54-2,15; p<,1); internação em Unidade de Terapia Intensiva (HR=12,41; IC95%: 6,74-22,8; p<,1) A mortalidade dos pacientes que foram internados na Unidade de Terapia Intensiva foi significativamente maior a partir do nono dia (p = ,36) Concluiu-se que a mortalidade na internação de longa permanência teve uma forte associação à idade maior que 6 anos, ser paciente clínico, ter passado por internação em Unidade de Terapia Intensiva ou estar internado neste setor por um período maior que nove dias