Lampião da Esquina para além da bichas: as memórias e histórias em outras corporalidades dissidentes no fim da ditadura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Barros Junior, Marco Antonio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18229
Resumo: A imprensa alternativa nos anos da ditadura abriu caminho para a produção de uma série de jornais reconhecidos pela luta e resistência contra hegemônica durante aquele período marcado pela violência, repressão e censura. Nesse cenário, o Lampião da Esquina (1978 - 1981), jornal fundado por 11 homens abertamente homossexuais, figura como objeto de pesquisa neste trabalho que rememora os principais materiais publicados pelo jornal que pautavam dissidências além das bichas (foco editorial do Lampião). Para tanto, a pesquisa encontra respaldo metodológico na cartografia sentimental (ROLNIK, 2017) com análise documental e produção de cartas, sob uma escrita encarnada que dialoga com autorias decoloniais (BALESTRIN, 2013). Os materiais publicados pelo Lampião da Esquina que abordam temas como trasgeneridades/travestis, povos originários, movimento negro e feminismos subalternizados, são tensionados por meio de formulações teóricas, afetos e produções culturais, como filmes, músicas e textos literários. Com o cuidado em não causar anacronismos, a pesquisa busca evidenciar o diálogo que o Lampião da Esquina teve com outros corpos marginalizados no fim da ditadura. Grupos que assim como as bichas que produziram o jornal, também eram silenciados, violentados, mortos ontem e também hoje, apesar dos avanços.