Transgredindo os limites das aulas de inglês na escola pública : a agência discente e o dessilenciamento na educação linguística crítica
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Goiás
UEG ::Coordenação de Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias Brasil UEG Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias (PPG-IELT) |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1085 |
Resumo: | O estudo desenvolvido teve como enfoque a discussão da educação linguística crítica, fundamentada pela Linguística Aplicada Crítica, segundo a qual a educação linguística é vista como um ato politizado; a sala de aula, como um espaço de práticas sociais; e as/os discentes, como agentes de suas realidades. A escolha por realizá-la de acordo com os pressupostos da pesquisa qualitativo interpretativista se justifica por entender que, o que realmente é específico, no mundo social, é o fato de os significados que o caracterizam são construídos pela humanidade, que interpreta e (re)interpreta o mundo a sua volta, mostrando que não há uma única realidade, mas várias (MOITA LOPES, 1994). Nesse sentido, através das propostas trabalhadas em sala de aula e da prática pedagógica adotada por mim professora, pesquisadora e gestora, busquei problematizar os sentidos de língua construídos pelas/os sujeitas/os, corroborando Paraíso (2012), segundo o qual, em pesquisas associadas a essa perspectiva, questionam-se as relações de poder estabelecidas por discursos naturalizados e mostram as articulações e os conflitos com outros discursos, tal como desenvolvo neste estudo. Dessa forma, questionar aspectos hegemônicos e me colocar no lugar do outro foram atitudes tomadas como base para problematizar o processo de educação linguística de inglês na escola pública, aqui doravante referido como educação linguística crítica em contexto de inglês como língua adicional/estrangeira na escola pública. O material empírico do estudo foi gerado no ano de 2018 durante 56 aulas, os temas e os subtemas congêneres foram delineados ao longo das aulas. Para a geração do material empírico utilizei questionários (inicial, pós temas e final), diários, gravações em áudio e vídeo das aulas, entrevistas individuais semiestruturadas, rodas de conversa, narrativas multimodais e produções escritas. O contexto em que este estudo se desenvolveu foi uma escola pública municipal na cidade de Goiânia e dentre um universo de possibilidades, essa pesquisa se fez presente na turma do Ciclo II, agrupamento F1(6º. Ano), composta por 25 alunas/os (16 alunas e 09 alunos), com a faixa etária entre 10 e 12 anos. O meu olhar lançado sobre o material empírico aponta que as/os agentes tentaram provocar movimentos numa perspectiva de serem cidadãs/ãos, agentes e críticas(os) e foram em certa medida capazes de tomar iniciativas. Empenharam em se posicionar perante o mundo, em se engajar na vida social, em questionar valores dados como corretos, em discordar e em resistir a discursos fixos e às forças hegemônicas e em produzir outras formas de ler o mundo. Promover situações em que vozes e vivências deixam de ser silenciadas passou a ser meu novo locus de ação e discurso. Sobretudo, por acreditar na capacidade de reflexão e mudança de cada agente o que reforça meu compromisso como pesquisadora, professora e gestora. |