A metáfora da água na poesia de Graça Pires : memória, infância e solidão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Camargo, Lourdes Divina Ortiz de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Goiás
UEG ::Coordenação de Mestrado em Língua, Literatura e Interculturalidade
Brasil
UEG
Programa de Pós-Graduação Strito sensu em Língua, Literatura e Interculturalidade (POSLLI)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/777
Resumo: Este trabalho de investigação tem como objetivo debater a metáfora da água na poesia de Graça Pires, poeta portuguesa contemporânea cuja escrita refaz, através da memória, os caminhos da infância e da solidão ao adotar a natureza como referente. Presença constante em sua produção, o elemento água simboliza a vida, a fluidez das coisas e as inquietações do ser. Tais tópicos serão examinados a partir das contribuições teóricas de Gaston Bachelard (1988; 1993; 1997), Hugo Friedrich (1991), Octávio Paz (1984; 1993; 2012) e Raíssa Cavalcanti (1999), entre outros, cujos pressupostos compõem a tessitura acerca da matéria-prima do poema: o lirismo, a linguagem estética, a autocontemplação e a sacralização da água como elemento de criação e sustentação da vida. Ainda ancorando-se nesse aporte teórico, iremos estabelecer relações entre os poemas analisados e o elemento água, tomado como índice fundamental de criação poética da autora. A análise se desdobrará, por fim, pelo fazer poético de Graça Pires cuja obra se encontra situada e construída a partir da semântica da água ligada aos sentidos de liberdade e solidão perante a experiência poética do sujeito lírico do texto, que se constitui na linguagem, em uma condição existencial ligada à memória da infância, aos amores e à solidão, refletindo e evidenciando as ações do ser humano no século XXI como índices formadores de sua poesia.