Tradição, devoção e sindicalismo nas folias de Petrolina de Goiás (2015-2024)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Steward, Roberta
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Goiás
UEG ::Coordenação de Mestrado Territórios Expressões Culturais do Cerrado
Brasil
UEG
Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (PPG-TECCER)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1676
Resumo: Esta pesquisa pretende demonstrar como estão relacionados os contextos de devoção, tradição, saberes, sabores, nas Folias de Reis e na Folia do Divino Pai Eterno em Petrolina de Goiás e encarar as manifestações culturais e religiosas no interior de Goiás. A celebração desses festejos adquire características próprias, com forte apelo às suas origens rurais e se manifestando em grande diversidade, conforme as características de cada região de fazenda dentro do município. A tradição e devoção das Folias no Município de Petrolina de Goiás abordam fatos históricos do surgimento da cidade, adentrando na formação do povoado e posteriormente as famílias que inseriram as tradições e rituais da folia, perfazendo um roteiro de diversas festas dentro do município. Desse modo as folias continuam resistentes mesmo lidando com mudanças no espaço e no tempo, sendo que os seus grupos de foliões estão inseridos e girando no campo e na cidade, pois a Folia do Sindicato surge na cidade e vai ser girada no Campo. Ao ressaltar a folia do Sindicato Rural, ou seja, Folia do Divino Pai Eterno e a importância do homem campesino na elaboração desta folia do município, ressaltam-se também suas rezas e as trocas permeadas dentro do universo rural com a preparação dos festejos através da sociabilidade do ato de partilhar os sabores dos alimentos, a comunhão e a dádiva. A memória dos bons sabores do passado serviu para que essas cozinheiras consolidassem as receitas passadas pelas gerações. Receitas essas que ficam guardadas por vários anos sobrevivendo dessa forma viva os costumes essenciais para que a festa não se acabe. A comida vai acalentar e ressignificar novas estruturas dentro da integração na sociedade. Assim sendo o alimento tem uma função social que agrega esta sociedade campesina, uma vez que as trocas de doações destes para quem oferece os almoços e pousos são relevantes para a construção da festa e a base da solidariedade, e a folia vem acontecendo por causa desse viés identitário de tradição, devoção e simbologia.