Síndrome metabólica em pacientes com transtornos mentais atendidos em hospital de referência em saúde mental no ceará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Carvalho, Teresa Raquel Ferreira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84086
Resumo: <div style="">Estudos indicam que os medicamentos utilizados no tratamento dos transtornos mentais podem comprometer, além do estilo de vida, o ganho de peso e a obesidade, levando ao aparecimento de diabetes mellitus, dislipidemias, hipertensão arterial e outras alterações relacionadas à síndrome metabólica – SM. O objetivo da presente pesquisa foi investigar a síndrome metabólica e seus determinantes em pacientes psiquiátricos internados em um hospital público especializado em Fortaleza, Ceará. Informações sociodemográficas, clínicas, bioquímicas e alimentares foram obtidas de 161 pacientes, de ambos os sexos. Foi realizada antropometria e aferição da pressão arterial, além de coleta sanguínea em jejum para verificação da glicemia e do perfil lipídico. Para investigar o consumo alimentar foi aplicado um recordatório de consumo habitual. Os resultados mostraram uma prevalência de indivíduos portadores de SM de 21,7% com significância maior para as mulheres (28,8% vs 14,8%; p = 0,032). Dentre os pacientes com sobrepeso e obesidade 29,4% e 56,3% apresentaram SM, respectivamente. Em relação à obesidade abdominal, segundo a circunferência abdominal, 56,4% tinham SM. Dentre os pacientes que faziam uso isolado de antipsicóticos típicos, atípicos ou ambos, 26,5%, 18,5% e 30,4% apresentaram SM, respectivamente. Vale ressaltar que apenas 3,6% dos pacientes que não faziam uso de antipsicóticos (n=28) apresentaram SM, sendo esta diferença significativa (p= 0,01). Não houve associação entre a presença de SM e o uso de outros psicofármacos. Destaca-se que 62,5% dos pacientes que faziam uso de anti-hipertensivos apresentaram SM (p &lt; 0,0001). O padrão alimentar foi inadequado na maioria dos pacientes, porém não houve associação entre o consumo dos grupos de alimentos com a presença de SM (p &gt;0,05), exceto para os grupos de óleos e gorduras e açúcares e doces (p = 0,027 e p = 0,039, respectivamente). Não houve associação entre as variáveis de estilo de vida com a presença de SM (p &gt;0,05). Os achados evidenciam uma ingestão alimentar de risco à saúde e apontam indícios de diferença nas respostas à doença segundo idade e sexo, o que demanda a realização de estudos futuros. Palavras-chave: Síndrome metabólica. Transtornos mentais. Estado nutricional. Dieta</div>