Extração e potencial prebiótico de pectina de casca de pequi

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bessa, Nathalia Uchoa De Castro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=117365
Resumo: Embora existam estudos sobre as características e aplicações de materiais derivados do pequi, o grande volume de resíduos gerado pelo consumo deste fruto ainda é subaproveitado. Esses resíduos podem ser usados para novas aplicações, especialmente na agregação de valor ao fruto e seus subprodutos. O objetivo geral deste estudo foi identificar melhores parâmetros para a extração de pectinas a partir do o mesocarpo externo de pequi com ácido cítrico e avaliar o potencial prebiótico das pectinas obtidas. O impacto de três variáveis: pH, temperatura e tempo foi avaliado sobre o rendimento e as propriedades químicas (teor de ácido galacturônico e grau de esterificação) e físico-química (índice de escurecimento) das pectinas extraídas pela utilização de um Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR). O ácido cítrico foi empregado como alternativa aos ácidos minerais comumente usados nesse tipo de extração. As amostras de pectina que apresentaram valores iguais ou superiores a 65% de ácido galacturônico foram selecionadas para avaliação do potencial prebiótico para o crescimento da bactéria Lactobacillus rhamnosus GG, além da avaliação da toxicidade usando modelos de zebrafish. Com base nos resultados de DCCR de teor de ácido galacturônico e percentual de rendimento foi encontrada a seguinte melhor condição de extração: pH de 2,5, temperatura de 73ºC e tempo de cerca de 70 minutos. Para as respostas de grau de esterificação e índice de escurecimento nas condições indicadas obteve-se pectina de alto grau de esterificação e com índice de escurecimento mediano referente a 60%. O aumento do pH de extração tendeu a gerar pectinas de baixo grau de esterificação. As amostras quando comparadas ao controle apresentaram um potencial prebiótico exceto a condição de extração de 84ºC, 60 minutos e pH 1,91. Nenhuma das pectinas extraídas mostraram toxicidade nos testes realizados com zebrafish, sugerindo um certo nível de segurança, sendo necessário mais análises para possíveis aplicações futuras. A principal contribuição deste estudo é a proposta de uma nova aplicabilidade para a casca do pequi, ao demonstrar o potencial prebiótico das pectinas extraídas, o que pode agregar valor a esse resíduo e oferecer uma solução sustentável para o aproveitamento deste subproduto desse fruto.