Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Macedo, Vanessa Karine Bispo |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=113400
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Resumo: |
Os hemocomponentes são derivados do sangue total, utilizados em transfusões para tratar diversas condições médicas. Dentre eles, as plaquetas desempenham um papel vital, atuando na coagulação e na prevenção de hemorragias. Contudo, sua vida útil nos hemocentros é notavelmente curta, apenas cinco dias, o que leva ao descarte desses valiosos componentes. Estudos voltados para a conservação de plaquetas são, portanto, de grande relevância, com o potencial de otimizar o uso e reduzir o desperdício. Neste estudo, o foco foi avaliar a eficiência do congelamento de concentrados de plaquetas utilizando dimetilsulfóxido (DMSO) em 20% como meio de prolongar sua validade. Para conduzir esta análise, amostras de concentrado de plaquetas do Hemocentro de Alagoas foram utilizadas. Estas amostras foram divididas em alíquotas a partir de concentrados de plaquetas randômicas e submetidas a processo de congelamento em freezer em temperatura de -20ºC, tanto com quanto sem a adição de DMSO. A pesquisa incluiu a contagem de plaquetas e leucócitos, dosagem de glicose, avaliação visual do swirling, e testes microbiológicos para verificar a esterilidade. Uma análise estatística utilizando testes T para amostras pareadas foi aplicada para avaliar as diferenças significativas nas variáveis estudadas. Os resultados demonstraram que o congelamento, particularmente com a adição de DMSO, é eficaz na preservação da viabilidade das plaquetas. Foi observado que o DMSO contribuiu para a redução do metabolismo glicolítico das plaquetas em 82,5% quando comparamos com a amostra sem a sua adição, sugerindo um benefício na manutenção da sua qualidade. Além disso, os testes indicaram que as amostras congeladas mantiveram a esterilidade e a viabilidade celular adequadas para o uso em transfusões. Este estudo reforça a ideia de que as plaquetas são hemocomponentes que podem ser eficientemente conservados por meio de congelamento, especialmente com o uso de DMSO. Essa abordagem representa um avanço significativo na gestão de estoques de plaquetas, contribuindo para a redução do descarte e otimização da disponibilidade desses componentes críticos para a hemoterapia. |