Estudo experimental e numérico da convecção tropical sobre a Amazônia em diferentes regimes de particulado antropogênico e possíveis modificações climáticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Silvério, Antônio Charles
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=37565
Resumo: Os processos microfísicos, em particular, representam, hoje em dia, uma das incertezas mais cruciais no entendimento da convecção tropical. A questão reside no fato de, em última instância, ser ao nível dos processos microfísicos que é liberada grande parte da energia necessária para os movimentos atmosféricos nos trópicos. Daí, uma correta representação dos processos físicos envolvendo nuvens e sua interação com a circulação atmosférica em escalas maiores é condição essencial para que modelos de circulação geral, por exemplo, possam oferecer bons resultados em previsão climática e simulações de mudanças climáticas globais. Neste trabalho  é feito um estudo (revisão) da teoria dos aerossóis atmosféricos e uma caracterização da região Amazônica, uma descrição completa dos experimentos de campo EMfiN!/LBA/SMOCC, bem como, um estudo da relação entre os núcleos de condensação e a microestrutura de nuvens até a interação destas com a estrutura termodinâmica do ambiente de grande escala, possíveis modificações climáticas provocadas por fatores antropogênicos (queimadas) e também estudos utilizando modelos numéricos: um modelo de parcela, um modelo bidimensional axi-simétrico e um modelo de ensemble de nuvens, todos foram iniciados com base em dados obtidos dos experimentos acima citados. Os resultados experimentos e numéricos sugerem que a poluição inibe a formação e o desenvolvimento da precipitação na fase líquida (chuva quente), e altera os fluxos de radiação, com consequências significativas no clima, pelo menos em escala regional.