Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
Ponte, Herminia Maria Sousa da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=75319
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Resumo: |
<div>A Função Paidéia ou Método da Roda privilegia as pessoas, tendo como principal característica a gestão e o planejamento pautados na produção de sujeitos e coletivos organizados, rompendo com o modelo gerencial hegemônico, onde o exercício da subjetividade é visto como empecilho à ordem e o progresso. Portanto esse método é uma proposta de trabalho pautada na construção da criatividade e do compromisso social com a liberdade, sendo um dispositivo de uma práxis democrática. A referida pesquisa teve como objetivo geral analisar se o Método da Roda em Sobral-CE, que tem esse dispositivo implantado desde 2001, contribuiu para uma nova dialética entre autonomia e participação social dos trabalhadores da saúde possibilitando a co-gestão de coletivos no âmbito da Gestão pública e nos processos de trabalho na Estratégia em Saúde da Família (ESF). Adotou-se a técnica da etnometodológico com abordagem qualitativa, através da pesquisa de campo, através da observação sistemática associada a entrevistas (individuais e coletivas semiestruturadas). O Cenário compreendeu dois Centros de Saúde da Família (CSF) de Sobral-CE, um pertencente da zona urbana e outro da zona rural, que tivesse o maior número de equipes e o primeiro a ser implantado. A pesquisa ocorreu após submissão e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa em Saúde. Os resultados versaram entre o distanciamento operacional da teoria e a realidade da proposta da co-gestão, embora seja um espaço incontestável na produção coletiva, para planejar e discutir os problemas do território e do trabalho, encontrase um predomínio da dimensão administrativa, em detrimento do pedagógico, político e terapêutico, semelhante a qualquer reunião administrativa. Na visão dos atores as Rodas tornaram espaço consultivo, de cobrança e distribuidor de tarefa para atender indicadores epidemiológicos, com decisão uniderecional, centrada aos profissionais de Enfermagem e os Agentes Comunitários de Saúde, o que tem proporcionado o absenteísmo de alguns profissionais, como médico, dentistas, vigias, auxiliar de serviços gerais e motoristas. Entres as estratégias exitosas destaca os cuidadores das Rodas que possibilita a distribuição de compromissos entre os trabalhadores e a figura do preceptor de território que desenvolve a função de um apoiador institucional que tem facilitado os processos de trabalho. É inegável a potencialidade do método da Roda como um dispositivo de gestão, contudo há desafios tocantes para re-significação da Roda, como uma postura democrática de toda a gestão municipal, não restrita as Equipes de Saúde da Família, com respeito aos processos micropolitico local, com efetivo canal de escuta-implementação e expansão dos preceptores de território para que este contribua na implementação dos dispositivos da Roda. Palavra-Chave: Gestão Participativa, Método da Roda e Estratégia em Saúde da Família</div> |