Quebra de estruturas: a saúde da mulher negra no debate da saúde coletiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva, Patricia Cavalcante Da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=102477
Resumo: A saúde da população negra é um tema com bastante especificidades e que necessita de um amplo debate, visto que este segmento populacional é o que mais sofre com as consequências da formação que estruturou a sociedade brasileira. Nestas circunstâncias e sendo objeto de consequências ainda mais profundas, há a situação da mulher negra, que é acometida de preconceito, discriminação e racismo, agregando também aos marcadores da discriminação os elementos que consubstanciam a relação raça/classe/ gênero. Sendo o acesso à política de saúde um dos aspectos sociais que mais alija de direitos, este estudo teve o objetivo de compreender o que os pesquisadores, no âmbito da saúde coletiva, discutem sobre a saúde da população negra, principalmente no que tange à da mulher. Com esse escopo, recorreu-se ao material disponível no site da Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO, no decorrer de 10 anos, de 2010 a 2020. Esta conforma uma pesquisa stricto sensu, de natureza qualitativa e com aportes quantitativos, fundamentada em bibliografias que aportaram substancialidade às categorias de classe/raça/gênero e saúde, que embasaram apreciação, procedida aqui, das publicações sobre o assunto. Para que se chegasse ao objetivo, mesmo que parcialmente, louvou-se no do materialismo dialético, fazendo uma análise crítica das produções acadêmicas selecionadas detalhadas na metodologia do ensaio sob relatório. Os resultados principais estão expressos na invisibilidade do debate de classe/raça/gênero e saúde no âmbito da saúde coletiva; reverberando toda a formação social brasileira, constituída sobre as pautas de racismo, sexismo, e patriarcado, silenciando e invisibilizando, historicamente, pessoas negras – mulheres e homens.