Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
LIMA, GLAUCIA POSSO |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=87952
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Resumo: |
<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Introdução: A obesidade e a infecção pelo Helicobacter pylori (Hp) são problemas de saúde pública mundial, dada sua prevalência e implicações na elevação das taxas de morbi-mortalidade. Estudos começam a apontar que tal infecção pode influenciar a ingestão alimentar e a homeostase calórica, por mecanismos ainda não elucidados, mas os dados são escassos e controversos. Objetivo: Investigar os efeitos da infecção pelo H. pylori sobre o estado nutricional, sensação subjetiva de apetite, ingestão alimentar e níveis de grelina em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Método: Foram avaliados 93 pacientes atendidos em serviços de referência. Eles realizaram endoscopia digestiva alta com biópsias para detecção de Hp pelo teste da urease. O peso e altura dos pacientes foram aferidos para determinação do índice de massa corporal, com os resultados categorizados segundo a Organização Mundial da Saúde. A sensação subjetiva de apetite foi investigada pela Escala Analógica Visual de Apetite. O consumo alimentar foi investigado por meio de dois recordatórios de 24 horas, com dados transformados em gramas e analisados no software DietWin Profissional 2.0. Os níveis séricos de grelina total e ativa foram determinados através do método Elisa. Os pacientes foram estratificados em Hp positivos e Hp negativos e os achados foram confrontados considerando esta estratificação. Resultados: Dentre os 93 pacientes, 45 (48,4%) eram Hp - e 48 (51,6%) Hp +. Os dois grupos tiveram o mesmo perfil quanto a sexo, faixa etária, anos de estudo, renda familiar mensal, cor da pele, ocupação e estado nutricional. Considerando o apetite, não houve diferenças que pudessem apontar alguma tendência especifica em algum dos grupos. O consumo alimentar dos grupos também foi semelhante, exceto quanto a um maior percentual de contribuição calórica de carboidrato e menor ingestão proteica e de vitamina D entre os pacientes Hp-. Os níveis séricos de grelina ativa foram associados com a condição de portador de infecção, sendo mais elevados entre os Hp+. Houve correlação também com a ingestão de nutrientes, mas de forma diferente, caso a grelina fosse avaliada como variável contínua ou categórica. Assim, como variável contínua, a ingestão de proteína, fósforo, ferro e cálcio foi menor na presença de níveis mais elevados de grelina total; no caso da grelina ativa, houve associação com a ingestão de fibras (mais elevada) e de vitamina C (mais baixa) na presença de níveis normais. Já com os níveis de grelina avaliados como variável categórica, para grelina total houve consumo menor de gordura monoinsaturada, cálcio e vitamina B1, com valores mais elevados do peptídeo, e consumo menor de vitamina C quando os níveis se situaram na normalidade; no caso da grelina ativa ficou evidente a diferença estatística apenas no consumo de sódio e iodo, cujas ingestões foram maiores quando os níveis do peptídeo estavam abaixo do normal. Conclusão: Existe relação entre a infecção pelo Helicobacter pylori, níveis de grelina total e ativa e consumo alimentar, mas a natureza e repercussões das associações detectadas ainda necessitam ser elucidadas em estudos posteriores.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Helicobacter pylori, obesidade, grelina, dieta, apetite, escala analógica visual</span></font></div> |