Políticas públicas de formação continuada para a educação do campo no Ceará: trajetória, impactos e perspectivas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Nascimento, Marcilia Nogueira do
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=96585
Resumo: <div>O trabalho aqui desenvolvido analisa as políticas públicas de formação continuada voltadas para a Educação do Campo do Ceará no âmbito de sua trajetória, impactos e perspectivas para a consolidação de um projeto contra-hegemônico de educação construído pelo e para os povos camponeses. Em seus objetivos específicos pretende: identificar essas políticas a partir das etapas do ciclo de elaboração de políticas; apresentar a concepção de Educação do MST e seus pressupostos teórico-metodológicos, caracterizando assim, as especificidades da Educação do Campo; caracterizar o trabalho docente na escola do campo na perspectiva da concepção totalizante de formação do MST; e, por fim, evidenciar seus limites, avanços e possibilidades para um trabalho docente efetivo na concretização desse projeto de Educação, corroborando a discussão quanto à intervenção dessas políticas no compromisso da escola do campo com as questões sociais e a formação humana articulada à emancipação plena dos povos camponeses. Para isso, o referencial teórico tem como base principal o materialismo histórico dialético, a partir do qual se realiza uma pesquisa bibliográfica das pedagogias que dão aporte à concepção de educação do MST e fundamentam teoricamente a Educação do Campo. Seguindo a sequência didática das etapas do ciclo de elaboração de políticas, a pesquisa retoma o percurso desde a formação da agenda à sua sistematização, institucionalização e operacionalização, realizando um estudo documental das resoluções, pareceres e demais marcos operacionais que implementam as políticas públicas de Educação do Campo e regulamentam os planos, programas e projetos que decorrem dessas políticas e que normatizam juridicamente essa modalidade de ensino. Por meio da revisão da literatura, apresenta as matrizes pedagógicas do trabalho educativo do MST, entre elas a Pedagogia do Oprimido e a Pedagogia do Movimento e suas implicações na forma de organização do trabalho pedagógico com vistas à emancipação humana. No intuito de compreender o trabalho docente na escola do campo dentro de uma perspectiva da concepção totalizante de formação do MST, são analisados os registros sistematizados em Cadernos de Textos, especificamente, os das Semanas Pedagógicas que acumulam elaborações teóricas e práticas educativas produzidas pelo MST de valor inestimável para esse projeto educacional que tem como principal objetivo a emancipação dos trabalhadores e trabalhadoras do campo. Ao final, algumas considerações e os limites de uma política afirmativa de formação, confirmando-se que como tal, a formação continuada ofertada às escolas do campo dos assentamentos em áreas de Reforma Agrária no Ceará enfrenta desafios e limites que precisam ser superados para que se alcance em plenitude os objetivos cruciais da política pública de Educação do Campo.</div><div><br/></div><div>&nbsp;Palavras-chave: Políticas Públicas. Educação do Campo. Formação Continuada. </div>