Ciência e Decolonialidade: reflexões sobre as flexibilizações da Didática a partir das epistemologias do Sul

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Chaves, Pedro Jonatas Da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=100852
Resumo: Seja na formal oral ou escrita, a Didática muitas vezes é retratada como possuidora apenas de uma identidade, porém, por ser pública e popular, passou a ser algo sobre o qual se pode opinar. O resultado imediato dessa popularidade é que o termo passa a ser cada vez mais polissêmico, o que gera consequências ambivalentes para a Didática. Uma consequência negativa dessa ambivalência são as concepções reducionistas responsáveis por prestarem um desserviço tanto para o campo de estudos da Didática como para a busca por tornar o agir do professor mais engajado, ético e crítico. Por não conseguir estudar todas as identidades da Didática que surgem a partir das suas várias representações, o presente estudo buscou estudar as identidades da Didática a partir dos didatas. Diante disso, a presente pesquisa buscou compreender o que distingue, do ponto de vista das epistemologias do Sul, as flexibilizações da Didática, situando suas implicações para o enfretamento da tendência essencialista e normatizante da Didática. A fim de alcançar o objetivo proposto, o plano metodológico da pesquisa foi definido tendo como características principais uma abordagem qualitativa, de natureza básica/teórica, com procedimento bibliográfico, adotando o método dialético com o momento analético e técnica de aplicação edificante. Pelo estudo realizado foi possível identificar que a Didática apresentase por meio de no mínimo quatro flexibilizações, dificultando, assim, as tentativas de essencializá-la e normatizá-la mediante definições reducionistas e simplistas.