Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Caminho, Emília Cristina Carvalho Rocha |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=83274
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Resumo: |
<div style="">Com o presente estudo objetivou-se compreender, por meio da análise dos processos de trabalho e do diálogo entre as redes assistenciais, como se organiza o cuidado em saúde mental e mais especificamente analisar os processos de trabalho em saúde mental considerando a existência ou não da produção do cuidado, descrever as ações em saúde mental a partir do diálogo entre ESF e CAPS, discutir como a integralidade no cuidado em saúde mental nas redes assistenciais está sendo efetivada. Assim sendo, essa pesquisa é de natureza qualitativa a partir de uma perspectiva analitico-crítica que foi escolhida com vistas a sua capacidade de subsidiar a compreensão do fenômeno social. O estudo foi composto por 12 sujeitos, sendo 4 profissionais e 5 usuários de um Centro de Atenção Psicossocial e 2 profissionais e 1 usuário de uma Unidade de Estratégia de Saúde da Família, ambos os serviços pertencentes à Secretaria Executiva Regional IV do município de Fortaleza. Os métodos de coleta de dados foram a entrevista em profundidade e a observação sistemática. A análise dos dados pautou-se nos pressupostos da análise hermenêutica critica. Os resultados apontam para uma deficiente articulação entre ESF e CAPS e bem como o preparo insuficiente dos profissionais, especialmente da ESF, viabilizando um processo contínuo de desresponsabilização, onde os usuários peregrinam pela rede em busca de resolução para as suas demandas, muitas vezes sem obter sucesso. No que diz respeito aos processos de trabalho, muitas são as questões que tem interferido nesse contexto, tais como condições de trabalho insatisfatórias, marcadas pela disponibilidade insuficiente de recursos, bem como pelos vínculos inseguros de trabalho, tais questões têm refletido negativamente na resolutividade das demandas dos usuários, bem como na produção do cuidado. Assim, se faz necessário superar a precarização das relações de trabalho, bem como mostra-se urgente definir uma política de formação permanente em que os trabalhadores possam superar suas limitações, no sentido de garantir uma assistência comprometida com o cuidado e fortalecimento da autonomia dos usuários de saúde mental. Palavras-chave: Saúde Mental. Processo de Trabalho. Cuidado</div> |