Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Lopes, Layanne Mesquita Albuquerque |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=82830
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Resumo: |
<div style="">As infecções fúngicas, em especial ocasionadas por Candida albicans, apresentam relevante incidência em indivíduos imunodeprimidos de forma a resultar em altas taxas de morbidade justificadas pelo aumento de resistência fúngica e limitação do arsenal antimicótico. Desta forma, a incorporação de produtos naturais com potenciais terapêuticos vem sendo considerada como a melhor alternativa antifúngica. As chalconas são compostos responsáveis pela biossíntese de flavonoides, podendo ser obtidas nas frutas, legumes, chás ou por vias sintéticas como, por exemplo, a reação de condensação de Claisen-Schmidt, metodologia esta realizada na referida pesquisa para obtenção do isolamento de oito chalconas visando a avaliação do potencial antimicótico in vitro das mesmas. A abordagem utilizada para a realização do teste de microdiluição em caldo buscou avaliar o potencial antifúngico de oito chalconas contra quatro cepas leveduriformes (C. albicans LABMIC 0105 e LABMIC 0107, C. tropicalis LABMIC 0110 e LABMIC 0111) juntamente com Anfotericina B (ANFB) assumindo o papel de controle positivo. Os valores mais baixos obtidos para as Concentrações Inibitórias Mínimas (CIM) observadas foram: CIM = 0,625 mg/mL (CHAL6 contra C. albicans LABMIC 0105) e CIM = 0,312 mg/mL (CHAL8 contra C. albicans LABMIC 0107). Para o teste de sinergismo, foram considerados apenas os MICs de CHAL6 e CHAL8 (0,078 a 10 mg/mL), devido as mesmas revelarem as menores concentrações atingidas, aliadas respetivamente à ANFB (0,125 a 16 µg/mL) frente C. albicans LABMIC 0105 e LABMIC 0107. Em contrapartida, para as cepas C. tropicalis LABMIC 0110 e LABMIC 0111, esta metodologia não foi realizada uma vez que houve ausência de atividade antifúngica relevante dos compostos testados contra estes MO. O Índice de Concentração Inibitória Fracionada (ICIF) para CHAL6 revelou efeito aditivo (ICIF = 0.75) contra C. albicans LABMIC 0107 e indiferente (ICIF = 1.1) contra C. albicans LABMIC 0105, enquanto que CHAL8 revelou efeito aditivo (ICIF = 0.74) contra C. albicans LABMIC 0105 e indiferente (ICIF = 1.0) contra C. albicans LABMIC 0107. Para o ensaio de cinética de morte fúngica, CHAL6 e CHAL8 foram avaliadas, porém apenas CHAL8 apresentou notório potencial fungicida compreendido, principalmente, entre os tempos de 4 e 8 h com posterior aproveitamento de 100% da amostra a partir desta faixa. Para tanto, os resultados encontrados salientam que a presença de modificações estruturais nas chalconas analisadas como a presença de um anel heterocíclico carreador de flúor em CHAL6 e a substituição de metoxilo (-O-CH3) na posição para em CHAL8 foram as mais efetivas na inibição fúngica para C. albicans quando comparadas às demais chalconas, ao mesmo passo em que apenas CHAL8 revelou potencial fungicida na abordagem de cinética de morte fúngica. Partindo desta premissa, a utilização de produtos naturais na terapêutica de enfermidades microbianas vem demonstrando satisfatória capacidade por assumir importantes alcances farmacológicos que corroboram para a realização de um tratamento de maiores qualidade e eficácia contra MO oportunistas. Palavras-chave: Atividades farmacológicas. Chalconas. Produtos naturais</div> |