CUIDADO MATERNO À CRIANÇA MENOR DE SEIS MESES NO DOMICÍLIO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: VASCONCELOS, MARIA LUCIOLA
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=86401
Resumo: A maternidade envolve diversos sentimentos, ações e sujeitos. O cuidado do bebê exige muitas horas de dedicação, tornando-se, muitas vezes, desgastante para a mãe. O suporte oferecido à mulher representa valiosa contribuição, colaborando para a redução da sobrecarga de trabalho, e se destaca pela ajuda de familiares, vizinhos e amigos, como também da equipe de saúde que a atende. Este estudo objetivou compreender como a mãe primípara cuida da criança menor de seis meses no domicílio e identificar suas necessidades de orientações para as boas práticas de cuidado à criança. Tratou-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa; o campo de pesquisa foi uma Unidade de Atenção Primária à Saúde (UAPS), em Fortaleza – Ceará. Constituiu a população do estudo vinte mães primíparas. Para a coleta de informações foi utilizada a entrevista semiestruturada; para a análise do material empírico, optou-se pela análise temática de conteúdo proposta por Minayo (2010). O estudo atendeu às normas da Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde que trata da pesquisa envolvendo seres humanos e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Ceará, sob o nº 66877217.8.0000.5534.748. A partir da organização dos discursos obteve-se como resultado duas categorias analíticas derivadas do processo de redução das Unidades de Significado. Na primeira categoria denominada A Experiência Materna no Cuidado, percebeu-se que os sentimentos de medo e insegurança podem surgir quando a mãe não se sente preparara para cuidar do filho. O banho foi considerado uma das tarefas mais difíceis de realizar; a limpeza do coto umbilical era realizada com cotonete e álcool a 70%, porém era cessada após sua ruptura e queda; a posição ventral era a mais utilizada para o sono do bebê; a pega incorreta, mamilos invertidos, dor e estresse contribuíram para o insucesso na lactação. Na segunda categoria, Rede de Apoio para o Cuidado, demonstrou-se que as avós constituíam a principal fonte de apoio materno; observou-se baixa participação paterna; a internet foi apontada como fonte de pesquisa sobre o cuidado materno. Neste sentido, compreendeu-se que as orientações realizadas pelos enfermeiros, são fundamentais para qualificação da mãe primípara na assistência ao filho.<br/>Palavras-chave: Saúde infantil. Cuidado materno. Atenção primária à saúde. Enfermagem. Cuidado domiciliar.