“QUANDO EU NÃO MAIS EXISTIR, ME PROCURE AQUI”: ARTES E ARTIFÍCIOS DO POETA CANTADOR ALBERTO PORFÍRIO.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: LIMA, MARIA VLÁDIA DOS SANTOS
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84904
Resumo: <div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">O poeta e cantador quixadaense Alberto Porfírio da Silva (1926 2009) fez da cantoria a alavanca que o lançou em direção a um contexto marcado por transformações socioculturais e na própria arte, vivenciadas durante o seu processo de infiltração no urbano, sobretudo a partir da segunda metade do século XX. É tomando como mote o experienciado e expresso no conjunto da obra do poeta, que essa pesquisa busca recompor os passos da sua trajetória, compreendendo a não como um percurso linear ou autoconsciente de si, mas sim como uma combinação de operações, uma sucessão diacrônica de pontos percorridos por um sujeito que se constrói e se desmancha permanentemente. O conjunto da obra de Alberto Porfírio é formado pela poesia escrita, cantada e esculpida, entendidas também como dimensões constituintes da sua memória, com as quais buscou se perceber como articula, entrelaça, se reinventa e se projeta no contexto em que viveu. Nesse sentido, as principais fontes utilizadas foram os seus livros publicados, cordéis, documentos sobre a sua atuação enquanto líder da classe dos poetas cantadores (1979 1986), periódicos com reportagens sobre sua atuação, esculturas analisadas na tentativa de entender os sentidos e significados envoltos no seu modo de viver a arte de poetar. Além destas, cuja abordagem metodológica se baseou numa análise interpretativa, considerando as especificidades de cada fonte, entrevistas orais também foram utilizadas. Alberto Porfírio fez parte da parte da geração de cantadores que usaram de artifícios para conquistar espaço, manter sua atividade e tradição. Para isso se infiltraram no rádio, subiram aos palcos dos congressos e festivais, se organizaram em prol da regulamentação da profissão, buscaram se qualificar, fizeram da escrita ferramenta de projeção e invadiram outros setores da indústria cultural (indústria fonográfica, jornais, televisão). Cada um desses sujeitos sócio históricos, como bem apontam Ayala, Castro, Ramalho, Osório, Damasceno, entre outros estudiosos do assunto, experimentaram esse processo de forma singular. Alberto Porfírio respirou poesia até o derradeiro fôlego, construiu a sua identidade social e histórica a partir das suas decisões, aptidões e vontade de permanecer vivo, visível na posteridade.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras chave: Alberto Porfírio. Trajetória. Memória. Urbano. Cantoria. Poesia.</span></font></div>