Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Abreu, Gil Maciel Rocha de
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Orientador(a): |
Gatti, Fábio Luiz Oliveira
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Banca de defesa: |
Gatti, Fábio Luiz Oliveira
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Peres, Daniel Tourinho
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Linke, Ines Karin
,
Araújo Filho, José Mariano Klautau de
,
Grecco, Priscila Miraz de Freitas
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Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV )
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Departamento: |
Escola de Belas Artes
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41071
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Resumo: |
O texto desta tese apresenta, lembra e reflete sobre os processos de criação de quatro obras de arte produzidas pelo artista pesquisador que é também autor do que se lê aqui. Três delas são séries que usam imagens técnicas como fotografias, vídeos e prints de tela, capturadas pelo telefone celular, manipuladas e publicadas na rede social Instagram. A quarta é o texto da tese que acumula seu próprio passado e reflete sobre si. Todas foram executadas tendo como origem o spunto, conceito discutido por Luigi Pareyson em sua Teoria da Formatividade e também sua dialética da forma formada forma formante, a ação de formar como fazer, inventando seu próprio modo de feitura ao tempo em que produz o trabalho. Ao longo do processo de criação das obras, o celular se torna o ateliê. E dentro da interface do aplicativo, enquanto local de jogo e disputa, ocorrem as transformações nos percursos das narrativas dos trabalhos como, por exemplo, em #brasil_acima_de_tudo_REAJA, que se vale desta hashtag capturada pelo bolsonarismo para tentar desestabilizar seus discursos. É também na rede social, agora pelo aplicativo de comunicação instantânea WhatsApp, que a série #CódigoParaReaçãoImediata se inicia como uma reflexão sobre o cotidiano mediado e se transforma em um estudo sobre a arte enquanto artifício discursivo da colonialidade que ainda formata a construção da visualidade da sociedade na contemporaneidade. A terceira obra, Toda Gente é Paisagem que Habito, recorta em prints e vídeos alguns dos muitos encontros on-line, por meio de diferentes serviços de videochamadas durante a pandemia de Covid-19, para refletir tanto sobre nossas vidas dentro destes espaços virtuais, quanto sobre os contratos e acordos que estamos compulsoriamente fazendo com as Big Techs que integram o complexo internético mundial. Por fim, na obra texto, usando recursos do design editorial, corporifico as reflexões sobre os processos de criação, a ideia de passado como construtor de presente, o acúmulo de imagens e de tempos, as relações entre arte e política e as inevitáveis negociações entre obra e autor durante a criação artística, entendendo as páginas que se sucedem como corpo da obra que mistura texto, imagens técnicas e arranjos de design para produzir-se, dando a ver seu passado e as articulações que realiza no presente enquanto se transforma. |