Investigação molecular de Leishmania infantum em cães da área urbana na região norte do estado do Ceará, Nordeste brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Cavalcante, Ramuelly Olinda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=101909
Resumo: A leishmaniose é uma zoonose negligenciada de grande importância para a saúde pública e animal e apresenta os flebotomíneos do gênero Lutzomyia spp. como vetores, que transmitem o parasita, protozoário flagelado, para os hospedeiros vertebrados. Historicamente, o Estado do Ceará, no Brasil, possui diversas áreas endêmicas para a doença, e sua região Norte concentra o maior número de casos humanos da última década. Notavelmente, a área metropolitana de Sobral corresponde a uma zona endêmica com o maior número de casos humanos de leishmaniose visceral. Assim, esta pesquisa teve como objetivo realizar uma investigação molecular de Leishmania infantum em cães domiciliares urbanos do Norte do Ceará, Nordeste brasileiro. Para tanto, o presente estudo utilizou o DPP® e a reação em cadeia da polimerase do gene semelhante à catepsina L (CatLeish-PCR) em amostras de sangue de 208 cães domésticos de dois municípios da região norte do Ceará: Sobral (101/208) e Alcântaras (107/208). O DNA de L. infantum foi detectado, pela PCR, em 1,98% (2/101) dos cães de Sobral e 17,75% (19/107) dos cães de Alcântaras. Foi verificada associação entre animais magros e os animais positivos para L. infantum no estudo (p = 0,0355). É um estudo inédito e único para a região com uma abordagem de saúde única, comprovando que os cães podem servir como sentinelas da leishmaniose humana na região norte do estado do Ceará. Portanto, as políticas públicas para as leishmanioses devem passar por um processo de revisão no país para aprimorar o diagnóstico, prevenção e controle.