Quantificação da hemorragia fetomaterna e prevenção da doenca hemolítica perinatal em gestantes atendidas em maternidades públicas do Ceará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Carlos, Luciana Maria de Barros
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=53489
Resumo: Foi realizado um estudo exploratório descritivo para quantificação da Hemorragia Fetomaterna (HFM) em 110 gestantes atendidas em maternidades públicas do Ceará, entre dezembro de 2008 e março de 2009. A transferência de sangue fetal para o compartimento intravascular materno é um fenômeno universal na gestação e no parto, reconhecido como a base da etiopatogenia da DHPN, sendo a aloimunização RhD mais frequente e associada a quadros mais graves. A prevenção da sensibilização materna baseia-se na administração de Imunoglobulina RhD em dose correlacionada ao volume de HFM, na proporção de 20 <span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, "sans-serif";">µg para cada 2 ml de sangue RhD positivo encontrado. A quantificação da HFM foi realizada em toda amostra pelo método de Eluição Ácida (EA) e pela Citometria de Fluxo (CFM) em 95 pacientes. O volume médio de sangramento foi de 4,68 </span><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, "sans-serif";">± 8,7 ml de sangue fetal (0 - 70 ml) por EA e 0,98 </span><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, "sans-serif";">± 4,2 ml (0 - 15 ml) por CFM. Não foi evidenciada HFM em 57 pacientes (51,8%) por EA e duas (2,1%) por CFM. A HFM foi superior a 10 ml em 3/110 (2,7%) por EA e em 2-95 (2,1%) pela CFM. Não houve correlação entre parto vaginal ou cesariano e sangramento, (x² = 0,017; P = 0,8964 para EA e x² = 0,154; P = 0,6946 para CFM) bem como entre o volume de HFM e parto prematuro ou a termo (x² = 2,443; p = 0,1181 para EA; x² = 0,081, p = 0,7763 para CFM). A comparação entre as técnicas mostrou boa correlação estatística (R2= 0,914 e p<0,001; r=0,8360 p<0,0001). Embora a EA tenha se mostrado eficaz para definir gestantes com HFM insignificante, seperestimou volumes maiores o que tornou fundamental a aplicação da CFM nos casos de hemorragia de grande volume encontrados pela EA. Assim, seria possível excluir ou confirmar o resultado e orientar para a necessidade de adequação do uso de IgRh em pacientes com HFM> 30 ml, que necessitam de dose mais alta que 300 </span><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: Arial, "sans-serif";">µg, padrão usado em todas as gestantes RhD negativas no Brasil. Também foi possível que mais de 60% das pacientes poderiam estar recebendo uma quantidade de IgRh superior ao necessário, em virtude do pequeno volume de HFM. A partir dos dados apresentados concluímos que a associação das técnicas de quantificação da HFM aplicadas no estudo mostrou-se clinicamente sensível, rápida, eficaz e de baixo custo, sendo recomendável sua implantação no âmbito do SUS, considerando que não existe conduta relacionada à quantificação de HFM no país. Palavras-chave: Gravidez - Complicações Hematológicas; Eritroblastose Fetal; Transfusão Fetomaterna.</span>