Efeito protetor do trans-anetol em modelos de sepse em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Queiroz, Cleo Vanessa Gomes De
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=116952
Resumo: A sepse é caracterizada por uma resposta imuno inflamatória sistêmica amplificada, desencadeada por um microrganismo. Seu mecanismo fisiopatológico é complexo, envolvendo a ativação de vias de sinalização de citocinas inflamatórias e estresse oxidativo. Devido à alta mortalidade em pacientes internados em UTI, a comunidade científica tem buscado terapias seguras e eficazes para o tratamento da patologia. E, nesse contexto, o trans-anetol que possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatória e antimicrobiana emerge como um forte candidato. Assim, o principal objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade do trans-anetol em mitigar a mortalidade, a resposta inflamatória e o estresse oxidativo induzidos pela sepse, e investigar seus possíveis mecanismos de ações.A sepse foi induzida pelos métodos de ligadura e perfuração cecal (CLP) e injeção intraperitoneal de fezes (FIP) em ratos Wistar machos. Após a cirurgia, os animais foram divididos aleatoriamente em três grupos: sham, sham e anetol, sepse e sepse + trans-anetol (1 mg/kg v.o; 1 h antes da indução da sepse). Todos os grupos foram monitorados por até 7 dias para avaliar a taxa de sobrevivência, parâmetros clínicos, inflamatórios, hematológicos, bioquímicos e celulares. Após a eutanásia, o fluido peritoneal, lavado bronco alveolar, sangue, pulmão, coração e rins foram coletados para análise dos marcadores de sepse. A sepse foi induzida com sucesso por ambas as técnica. A administração com trans-anetol aumentou: a taxa de sobrevivência (CLP: de 0 para 50%; FIP: de 30% para 70%); a temperatura (de 33,3 ± 0,2 para 34,5 ± 0,3ºC); a concentração da glicemia (de 33 para 68 mg/dL); os níveis de GSH (67,64 ± 7,52 para 96,17 ± 17 µg/mL). O tratamento com trans-anetol reduziu: a carga bacteriana (de 607 para 184 UFC/mL); a gravidade clínica de sepse; a concentração do lactato (de 1,79 ± 0,21 para 0,8 ± 0,1 mg/dL); o infiltrado leucocitário (CLP: de 7150 ± 2079 para 14160 ± 2885 cel/mL; FIP: 4700 ± 94,8 para 3863 ± 893 cel/mL); as concentrações da citocina IL-1β (de 4562± 1332 para 500± 4,14);NO (CLP: de 0,1515 ± 0,02 para 0,0881 ± 0005; FIP: 2,41 ± 0,41 para 1,05 ± 0,09); a atividade da MPO (de 21,5 ± 5,7 para 2,8 ± 0,8), as concentrações de MDA (CLP: de 2,89 ± 0,02 para 1,32 ± 0,56; FIP: 2,92 ± 0,02 para 2,14 ± 0,03),o tempo de protrombina (de 180 para 44,5 ± 5,4 s) e o tempo de tromboplastina parcialmente ativada (de 180 para 42,5 ± 9,54). Além disso, o trans-anetol preveniu significativamente a falência múltiplas de órgãos, quando avaliado fígado (redução de ALT e AST), pulmão (redução do estresse oxidativo no LBA e infiltrado leucocitário), rins (redução da ureia e creatinina e preservação da estrutura morfológica) e coração (redução dos níveis de CK-MB). Esses achados fornecem fortes evidências de que o trans-anetol pode ser uma alternativa terapêutica para o tratamento da sepse. Palavras-chave: trans-anetol; disfunção de órgãos; inflamação.