“AMOR, A MAIS ENÉRGICA FORÇA DO PROGRESSO”: A CIVILIZAÇÃO E A CONSTRUÇÃO DAS SENSIBILIDADES EM FORTALEZA (1897-1918)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: NOBRE, GLEICIANE DAMASCENO
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84879
Resumo: <div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Na transição do século XIX para o XX o Ceará e sua capital estavam passando por diversas transformações no que tange aos ideais sociais, culturais, urbanísticos e sentimentais como consequência das inovações recém chegadas junto ao um processo civilizador capitalista. Falar de sentimentos é um desafio, trata-se de um universo abstrato, especialmente por ser algo profundamente subjetivo e difícil de apreender. Dentro dessas sensibilidades destaca(m)-se o(s) amor(es), a saudade e o sofrimento, por meio das percepções dos indivíduos que sentiam a necessidade de expressá-los, fosse através de cartas, serenatas, charadas, poemas e até mesmo da contravenção das leis vigentes percebidos através da análise dos processos-crime e de correspondências anexadas aos autos processuais; mas também de indivíduos que conheciam a oportunidade de falar dos seus sentimentos através das páginas literárias do Almanaque do Ceará. Ao longo da pesquisa encontramos algumas referências, pessoas de camadas menos privilegiadas, como lavadeiras e engomadeiras presenciando, casualmente, momentos de serenatas e recitação de versos e que acabavam cantarolando-os enquanto empreendiam seus trajetos de trabalho; nos deparamos ainda com jovens filhos de famílias abastadas que se destacavam da cidade para os subúrbios com a finalidade de experimentar novas aventuras através da prática da boemia. Assim, buscamos compreender o processo de construção das sensibilidades, em especial o amor, analisadas por meio das percepções dos amantes e das práticas dos mesmos na cidade de Fortaleza entre os anos de 1897 e 1918.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Sensibilidades. Capitalismo. Civilização.</span></font></div>