Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
SILVA, FRANCISCA MARIA DA |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=86390
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Resumo: |
A identificação precoce do risco nutricional é essencial na admissão hospitalar de crianças e adolescentes para prevenir a desnutrição, especialmente a contraída na hospitalização. Os índices de morbidade e mortalidade hospitalares são mais elevados em crianças e adolescentes com o estado nutricional comprometido. O objetivo da presente investigação foi avaliar a utilização do instrumento STRONGkids para detecção de risco nutricional nas doenças infecciosas. Metodologia: estudo observacional, de corte transversal, descritivo e analitico com pacientes de zero a 19 anos, internados em hospital de referência em doenças infecciosas, Fortaleza (CE), entre agosto de 2016 a julho de 2017. A amostra foi constituída de 246 crianças e adolescentes avaliados nas primeiras 24 a 48 horas de internação. Excluíram-se adolescentes gestantes, crianças com plaquetopenia que estavam restritas ao leito, com sequelas neurológicas e/ou motoras. Coletaram‑se dados de identificação, diagnóstico clínico e antropométrico: peso, altura e circunferência do braço. O instrumento STRONGkids foi aplicado para determinar o risco nutricional. A desnutrição aguda foi identificada pelo IMC/idade Escore Z < - 2 e a crônica pelo Estatura/idade Escore Z < - 2. Feita análise de comparação de proporções e avaliação de concordância, sendo significante p<0,005. Resultados: 99,2% dos pacientes estavam em risco nutricional, sendo que 57,3% em risco moderado e 41,9% em alto risco. A prevalência de desnutrição aguda e crônica foi de13,4% e o excesso de peso, segundo IMC/idade foi 24%. Houve associação estatística significativa entre desnutrição e o risco nutricional (p=0,004) sendo que a maior proporção de indivíduos com alto risco tem desnutrição aguda e o médio risco desnutrição crônica. Porém, não houve concordância entre a ferramenta de risco nutricional e os indicadores antropométricos (IMC/idade: K -0,0003; estatura/idade: K -003). Conclusão: crianças e adolescentes portadores de doenças infecciosas apresentam alto risco nutricional, contudo o excesso de peso também foi encontrado. O STRONGkids não apresentou concordância com os métodos objetivos de avaliação antropométrica no grupo estudado.<br/>Palavras-chave: Avaliação nutricional. Criança hospitalizada. Desnutrição infantil. Doenças negligenciadas. Triagem. Pediatria. |