Aspectos morfológicos, fisiológicos e bioquímicos em mudas de eucalyptus spp. após indução de estresses ambientais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Sá, Alexandra Cristina Schatz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/16113
Resumo: As plantas passam constantemente por diversas situações de estresses bióticos e abióticos, adaptando-se através de mecanismos de defesa, associados a processos morfológicos, fisiológicos e bioquímicos, a fim de tolerar tais estresses e retornar seu metabolismo normal. A tolerância cruzada vem sendo estudada como uma forma para atenuar os danos causados pelos estresses, já que esse termo refere-se à tolerância de uma planta a um tipo de estresse que resulta na aquisição de tolerância da mesma planta a outros tipos de estresses. Objetivou-se com o estudo avaliar a tolerância de mudas das espécies E. dunnii, E. urograndis e E. benthamii aos estresses hídrico e térmico, além de verificar a ocorrência do efeito de tolerância cruzada, após a indução de estresse hídrico seguido por choque térmico, por meio de análises morfológicas, fisiológicas e bioquímicas. As mudas foram submetidas ao estresse hídrico, em três níveis (leve, moderado e severo); para o estresse térmico as mudas passaram por diferentes períodos a baixa temperatura; e para os tratamentos de duplo estresse as mudas foram submetidas ao estresse inicial, por meio de períodos à restrição hídrica (três níveis), e, posteriormente, por diferentes períodos à baixa temperatura, com o intuito de verificar a influência do estresse inicial (hídrico) ao segundo fator de estresse (baixa temperatura). Foram realizadas avaliações morfológicas (sobrevivência, queda de folhas e densidade estomática), fisiológicas (fotossíntese, transpiração, condutância estomática e relação Ci/Ca) e bioquímicas (açúcares solúveis e amido). Em geral, as mudas apresentaram ativação de mecanismos de defesa na presença dos estresses, como o aumento de estômatos fechados, resultando em queda na taxa fotossintética, transpiração e condutância estomática, sendo que as variáveis fisiológicas foram as que mais retrataram as diferenças entre os tratamentos. De forma geral, ocorreram acréscimos nos valores de açúcares solúveis com o aumento dos níveis de estresse. As mudas das três espécies apresentaram tolerância aos estresses aplicados, considerando as elevadas porcentagens de sobrevivência. De modo geral, considera-se que não houve o efeito de tolerância cruzada, já que o primeiro estresse (hídrico) não agiu de forma favorável ao segundo estresse (térmico), com resultados inferiores quando comparados ao do tratamento estresse térmico.