Melatonina em vacas holandesas no período de transição no pós-parto: efeito profilático sobre endometrite subclínica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Vanzetto, Amanda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/16850
Resumo: No período de transição em vacas leiteiras ocorrem diversas alterações fisiológicas, desafios metabólicos e maior produção de radicais livres. Mais recentemente, a administração exógena da melatonina tem sido utilizada em bovinos como antioxidante e anti-inflamatório. Este trabalho teve por objetivo avaliar a hipótese do efeito profilático da melatonina como potencial anti-inflamatório e antioxidante no período pós-parto sobre a endometrite subclínica (citológica) em vacas leiteiras. Vacas holandesas em lactação (n=38) no pós-parto imediato foram utilizadas. Os animais foram aleatoriamente alocados em dois grupos, as que receberam apenas solução fisiológica (n=19), e o outro grupo em que as vacas receberam 4,64mg/animal de melatonina por aplicação (n=19). A primeira aplicação foi realizada dentro dos primeiros 4 dias de pós-parto, e repetidas com o intervalo de 7 dias, totalizando 4 aplicações por vaca, por via de administração subcutânea. A coleta de material para citologia uterina foi realizada 16±1,3 (Citologia 1) e 30±1,3 dias pós-parto (Citologia 2), com o uso de escova ginecológica, as lâminas foram coradas pelo método do panóptico rápido e depois analisadas. Não foi verificada diferença no percentual de neutrófilos polimorfonucleares (PMN) entre os tratamentos, tanto na Citologia 1 quanto na Citologia 2. No entanto, administração de melatonina promoveu uma diminuição na porcentagem de PMN. Aos 30 dias pós-parto, a prevalência de endometrite subclínica para as vacas foi de 32% no grupo controle e 16% no grupo tratado com melatonina. Não foi verificada variância estatística quando analisado a diferença para TBARS, ERO e FRAP entre o grupo tratado e controle, entretanto houve tendência de redução de nitrito nos animais tratados com melatonina. Tendo em vista os aspectos observados, considera-se que os resultados sugerem uma melhora na resposta inflamatória com a utilização da suplementação da melatonina durante o período pósparto. Como o pós-parto é um período de desafio imunológico, a suplementação com melatonina pode ser uma ferramenta para melhora da saúde e da eficiência reprodutiva. É possível concluir que a suplementação com melatonina durante o pósparto determina diminuição na porcentagem de PMN no endométrio após resposta aguda.