Superexploração digital periférica: atualidade da superexploração da força de trabalho e resistências em tempo de trabalho plataformizado no Brasil
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Catolica de Pelotas
Centro de Ciencias Sociais e Tecnologicas Brasil UCPel Programa de Pos-Graduacao em Politica Social |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/jspui/1059 |
Resumo: | A exploração do trabalho é intrínseco ao capitalismo, ocorre que o capitalismo não atua de forma idêntica nos quatro cantos do mundo, situação que foi defendida por Ruy Mauro Marini ao desenvolver a Teoria Marxista da Dependência, juntamente com outros pesquisadores na década de 1970. Em suma, o subdesenvolvimento, mais especificamente na América Latina, é um processo necessário para sustentação dos países centrais em detrimento das economias dos países periféricos, através das trocas desiguais no mercado internacional. Os capitalistas da periferia desenvolveram um mecanismo de compensação, a Superexploração da Força de Trabalho em face do trabalhador assalariado periférico. As ideias neoliberais, juntamente com globalização e avanço da tecnologia, criaram um ambiente propício para flexibilização e desregulamentação das relações de trabalho, chegando até a crise financeira de 2008, gerando pelo mundo afora milhões de pessoas desempregadas, obrigando o sistema capitalista se reinventar e reorganizar a sua estrutura produtiva através da financeirização do capital, uso da tecnologia e ampliação do setor dos serviços, apresentando a ideia da Economia Compartilhada como solução. A oferta era de trabalho autônomo como forma de renda, disfarçando a relação trabalhista de Economia Compartilhada. A situação endêmica causada pelo vírus Covid-19, desnudou e exacerbou a desigualdade nas relações de trabalho da sociedade. Foi durante a pandemia que os trabalhadores de plataforma organizaram a primeira grande organização nacional dos entregadores de aplicativo, chamada de “Breque dos Apps” parando as entregas e transporte por horas nas principais cidades de Brasil, como forma de resistir a exploração do trabalhador só vista no primórdios da revolução industrial. A presente tese objetivou problematizar os elementos caracterizadores da categoria Superexploração da Força de Trabalho nos trabalhadores plaformizados no Brasil no século XXI e as suas formas de resistência no período atual. Percorreu-se o caminho da formação dependente do Brasil e os conceitos da Superexploração da Força de Trabalho, passando pelas mudanças que priorizaram o trabalhador brasileiro até o fenómeno da Uberização e a identificação dos elementos da superexploração do trabalhador plataformizado e as novas organização de resistência. A metodologia utilizada foi a qualitativa, com abordagem do materialismo histórico e o método dialético, através de uma pesquisa teórica, explicativa, utilizando-se de material bibliográfico e dados secundários. Conclui-se que a influência do neoliberalismo é muito forte, apoiado na tecnologia, individualizando os trabalhadores, o que acirra a situação de exploração dos trabalhadores plataformizados, permanecendo os elementos da Superexploração da Força de Trabalho em um cenário de total precarização. |