Política de Assistência Social, mulher e empreendedorismo: o olhar dos trabalhadores sociais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: GONÇALVES, Aline Chiesa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Catolica de Pelotas
Centro de Ciencias Sociais e Tecnologicas
Brasil
UCPel
Programa de Pos-Graduacao em Politica Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/jspui/829
Resumo: O presente trabalho se propõe problematizar acerca das interfaces da política de assistência social e o trabalho social desenvolvido pelas equipes da atenção básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com mulheres pobres, no que diz respeito à autonomia econômica das mesmas. A pesquisa se desenvolveu em 10 municípios da região sul do Estado do RS, tendo como eixos de análise: a responsabilização da mulher pobre pela eficácia da Política de Assistência Social brasileira; o empreendedorismo como alternativa contra a pobreza de renda; diferentes questões subjetivas que envolvem a autonomia financeira das mulheres; o trabalho das equipes da atenção básica do sistema Único de Assistência Social (SUAS), mais especificamente nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) com mulheres, ainda, questões estruturais e políticas que dificultam a operacionalização da política de assistência social em âmbito municipal. A pesquisa teve como objeto central de estudo a seguinte questão: Quais estratégias têm sido usadas pelas equipes dos CRAS, no enfrentamento da pobreza de mulheres referenciadas pela Política de Assistência Social, para atender a demanda de geração de renda e autonomia de suas famílias? Através da observação de diversas realidades, entrevistas e participação em eventos e reuniões com representantes da política de assistência social de municípios da zona sul, é possível destacar a necessidade de se repensar a política de assistência social, de acordo com a real demanda cotidiana que chega aos trabalhadores, especialmente por parte das mulheres que se constituem as principais usuárias dos serviços ofertados por esta política. Ao final deste trabalho temos a tese de que: A política de Assistência social brasileira, dentro de uma perspectiva “familista”, se tornou ineficaz no trabalho com famílias, no âmbito da proteção social básica do SUAS, pois joga para dentro do seio desta, a responsabilidade do cuidado e da proteção, tirando o foco da necessidade do fortalecimento da rede de serviços públicos, que seriam necessários para que realmente esta família pudesse estar protegida e gerando renda. E ainda, que os trabalhadores desta política, estão trabalhando desacreditados desta ferramenta, discordantes do seu formato, fazendo com que suas labutas sejam e enfadonhas e infrutíferas, diante do mar de expressões da questão social em que estão emersos cotidianamente.