Amores Perros: arquitetônica em espelho estilhaçado
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Catolica de Pelotas
Letras BR Ucpel Doutorado em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/tede/325 |
Resumo: | Este trabalho caracteriza-se como uma análise dialógica da arquitetônica do filme Amores Perros (Iñarritu, México, 2000). Tem como referencial a teoria dialógica de Mikhail Bakhtin, mais especificamente os conceitos de arquitetônica e autoria (que envolvem o cronotopo e a exotopia), bem como o de teóricos de Teoria de Cinema, notadamente, Robert Stam. De caráter prático, busca examinar de que maneira se organiza arquitetonicamente o filme na criação de sentidos, a partir da articulação de diferentes perspectivas cronotópicas. Problematizamos a maneira como a obra cinematográfica, em análise, lida com o tempo, assim como a maneira como isso revela a especificidade do projeto autoral, a fim de demonstrar em que aspectos essa obra de Iñárritu é emblemática em relação à possibilidade de criar simultaneidade em meio a uma sucessão cronológica de cenas. O trabalho recorre ao conceito de esferas-mundo que remete às ambiências em que vivem as personagens, esferas que se integram nos termos do que denominamos espelho estilhaçado . Quanto aos procedimentos adotados, são descritas as personagens e suas relações e vivências, considerando, mais detidamente, as três inserções de um mesmo acidente, vital para a narrativa, e avaliamos os pontos de vista de personagens-chave quando do acidente, buscando verificar as dinâmicas da arquitetônica quanto ao projeto enunciativo do autor e à produção de sentidos na narrativa fílmica em questão |