Impacto da atividade física em mulheres na perimenopausa: fatores comportamentais e bioquímicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: NEVES, Fernanda Burlani
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Catolica de Pelotas
Centro de Ciencias da Saude#
#-7432574962795991241#
#600
Brasil
UCPel
Programa de Pos-Graduacao em Saude Comportamento#
#-1990782970254042025#
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/tede/650
Resumo: Este estudo tem como objetivo contribuir para o conhecimento da saúde das mulheres na fase da perimenopausa e ainda analisar os sintomas referentes a esse período na qualidade de vida dessas mulheres. Esse período é caracterizado por uma crítica transição na qual a mulher lida com diversos transtornos consequentes de alterações endócrinas, psicológicas e biológicas que variam de acordo com as características da personalidade de cada mulher. As alterações geralmente são marcadas por períodos de depressão, ansiedade e alterações nos níveis hormonais, particularmente nos níveis de estrogênio. Inicialmente realizou-se uma pesquisa Bibliográfica com objetivo de verificar o efeito da Atividade Física (AF) nos sintomas psicológicos no período da menopausa, após desenvolveu-se um estudo transversal com objetivo de avaliar os níveis de BDNF, NGF e GDNF em mulheres climatéricas e a relação desses níveis séricos destas proteínas com a qualidade de vida de mulheres que estão passando por essa fase vital. Primeiramente foi aplicado um instrumento para identificar o nível socioeconômico e condições demográficas e questões de saúde comportamental. Para determinar a qualidade de vida foi usado Women’s Health Questionnaire (WHQ) e foi coletado amostra sanguínea de todas as participantes. Para as análises estatísticas foram realizadas utilizando SPSS 21 e GraphPad Prism 6.0. Foi realizado teste não paramétrico e todos os valores foram apresentados como média ± desvio padrão. O Coeficiente de correlação de Spearman foi utilizado para analisar a correlação entre BDNF, GDNF, NGF e as pontuações do WHQ. Os valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Em relação aos níveis de NGF no soro, a associação entre fator neurotrófico e os domínios WHQ apresentou uma correlação entre os níveis de NGF com domínio ansiedade (r = 0,373, p ≤ 0,05) e domínio de atratividade (r = 0,344, p ≤ 0,05). Foi possível verificar na revisão de literatura que a AF pode promover a redução da ansiedade, do estresse e dos sintomas depressivos e a melhora da qualidade de vida. Na correlação entre os níveis séricos do BDNF, GDNF, NGF com o WHQ foi observado que as mulheres com escores mais altos em domínios de ansiedade e atratividade apresentam o maior nível sérico de NGF em comparação com aquelas com pontuações mais baixas nestes referidos domínios. Estes resultados sugerem que esta neurotrofina pode desempenhar um papel relevante na comportamento durante a perimenopausa. Deste modo, mais pesquisas são necessárias para elucidar essa questão com a intenção de alcançar claramente a compreensão dos fatos envolvidos neste período. Como perspectivas deste estudo pode-se promover a avaliação dos objetivos estudados sob o efeito de um treinamento físico aeróbio e anaeróbio na fase aguda e crônica, avaliar a função cognitiva, controlar o uso da reposição hormonal, aumentar o número das participantes e ainda realizar nas diferentes fases da vida, para de fato propor a Atividade Física como um plano de tratamento efetivo não farmacológico na perimenopausa e em outras fases da vida da mulher.