Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2008 |
Autor(a) principal: |
Bassalobre, Janete Netto
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Orientador(a): |
Severino, Francisca Eleodora Santos
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Banca de defesa: |
Pereira, Maria Apparecida Franco
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Católica de Santos
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Programa de Pós-Graduação: |
Mestrado em Educação
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Departamento: |
Educação e Formação
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País: |
BR
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://tede.unisantos.br/handle/tede/136
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Resumo: |
Essa pesquisa tem por objeto a inclusão escolar de crianças procedentes de um segmento social da população tradicionalmente marginalizado, mais especificamente os filhos de prostitutas, traficantes e presidiários. Para tanto, tomou-se como base a Unidade Municipal de Educação Prof. Mário de Almeida Alcântara, na região retroportuária do Bairro do Valongo, na cidade de Santos SP. Tem como objetivo geral diagnosticar de que forma a escola lida com esse tipo de população diferenciada e que vivencia uma realidade específica e singular. Os objetivos específicos visam caracterizar a instituição pesquisada, a região do Valongo e a população-alvo da escola, bem como averiguar a provável existência de conflitos decorrentes da herança de certo estigma ou preconceito advindo da sociedade frente aos grupos socialmente estigmatizados e traçar um perfil da interação estabelecida entre escola e comunidade. Como referencial teórico, foram utilizadas as concepções teóricas elaboradas por Lev Vygotsky e seus colaboradores Luria e Leontiev, os quais oferecem um entendimento do indivíduo partindo de uma abordagem sócio-histórica e sustentam os pressupostos da educação inclusiva. A metodologia prevê estudo de caso, com base em pesquisa qualitativa, amparado pelas postulações teóricas de Marli André. Os procedimentos utilizados foram as entrevistas semi-estruturadas, questionários e análise histórico-documental, além da observação e interpretação dos dados obtidos. Os resultados alcançados nos permitem postular a existência de preconceitos advindo da sociedade, que influenciam tanto a vivência escolar desse tipo de aluno, como a própria escola e a prática dos professores, o quê, no entanto, não invalida os esforços da comunidade escolar em superar suas limitações. Percebe-se grande esforço de seus membros, diretores, coordenadores, professores, alunos e até mesmo seus pais (ditos marginais) em criar espaços de interação democrática. |