Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Santos Filho, Roberto Lemos dos
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Orientador(a): |
Saleme, Edson Ricardo
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Banca de defesa: |
Corrêa, Cleber Ferrão,
Souza, Luciano Pereira de,
Grimone, Marcelo José,
Guarany, Vilmar Martins Moura,
Amado, Luiz Henrique Eloy |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Católica de Santos
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Programa de Pós-Graduação: |
Doutorado em Direito
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Departamento: |
Faculdade de Direito
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://tede.unisantos.br/handle/tede/7981
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Resumo: |
O Brasil, reconhecido por sua diversidade biológica única e por ocupar quase metade da América do Sul, detém a maior quantidade de espécies do mundo. A proteção dos povos indígenas e de suas tradições é garantida pela Constituição brasileira, que também atribui ao Estado a responsabilidade de salvaguardar as terras indígenas para atividades produtivas e essenciais à preservação de recursos naturais. A presente tese traz como questionamento central: como pode ser analisada a efetividade e a eficácia das terras indígenas em face dos demais tipos de reservas ambientais necessários à proteção e preservação do meio ambiente? Adotando como premissa que as terras indígenas são tão eficazes na proteção ambiental quanto as demais reservas, analisam-se os instrumentos normativos nacionais e internacionais de proteção dos indígenas e do meio ambiente, investiga-se a situação atual das terras indígenas no Brasil e são avaliados os métodos para verificar a eficácia dessas terras na proteção do meio ambiente, com ênfase especial aos métodos utilizados em estudos multidisciplinares e de diferentes áreas. Utilizando o método indutivo, procura-se chegar a uma verdade geral baseada em observações empíricas. Os estudos e métodos levantados demonstram que as terras indígenas podem ser tão ou até mais eficazes na proteção ambiental em comparação com outras reservas biológicas. Por exemplo, as pesquisas levantadas a partir de contribuições de diferentes áreas do conhecimento, sustentam, entre outros pontos, que a perda de unidades de conservação de proteção e terras indígenas influenciam a provisão de serviços ecossistêmicos ou ambientais e alguns estudos de impacto sugerem que a demarcação e proteção de terras indígenas influencia na contenção do avanço da fronteira desenvolvimentista, tanto por ação direta das populações indígenas nos conflitos locais, quanto pela proteção garantida pela demarcação. A análise dos resultados permite concluir não somente a incontestável responsabilidade do Brasil em proteger sua biodiversidade, como também ressalta a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e holística, capaz de abarcar a complexidade das interações entre os povos indígenas, suas terras e o meio ambiente. Tal abordagem é fundamental para entender a fundo e desenvolver soluções eficazes para a conservação da biodiversidade brasileira e analisar de forma mais precisa as contribuições potenciais da demarcação e manutenção de terras indígenas como meio eficaz para a proteção do meio ambiente e de culturas tradicionais singulares. |