“Intocável e soberana”: a política externa independente (PEI) e o discurso anticomunista na grande imprensa brasileira (1961-1964)
Ano de defesa: | 2025 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em História |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11529 |
Resumo: | Esta tese analisa as representações da Política Externa Independente (PEI), caracterizada como uma inserção internacional pragmática e desvinculada de compromissos ideológicos, implementada durante os governos de Jânio Quadros e João Goulart (1961-1964). A pesquisa foca na imprensa brasileira, reconhecida como um agente central na difusão de ideias e na formação de opiniões públicas, especialmente em um período marcado pela polarização ideológica da Guerra Fria e pela ascensão do anticomunismo no Brasil. Para isso, são analisados três jornais de grande circulação — Última Hora, Jornal do Brasil e O Estado de S. Paulo — utilizando-se um roteiro de eventos estratégicos que abrange acontecimentos nacionais e internacionais relevantes entre 1961 e 1964. Metodologicamente, adota-se a análise de discurso para investigar os sentidos explícitos e implícitos nos textos jornalísticos, compreendendo o que foi dito e os silenciamentos estratégicos, revelando como os jornais construíram narrativas que refletiam interesses políticos e sociais. A análise comparativa busca identificar convergências e divergências entre os periódicos em relação aos princípios doutrinários da PEI e suas ações concretas, analisando também como a mídia articulava a política externa ao contexto interno do Brasil e ao cenário global da Guerra Fria. Essa tese contribui para o entendimento das interseções entre política externa, imprensa e sociedade, desvendando como o discurso anticomunista foi instrumentalizado para legitimar posicionamentos políticos e econômicos, e ilumina o papel da imprensa como mediadora do debate público e elemento ativo na construção de consensos e polarizações no período que culminou no golpe civil-militar de 1964 |