Avaliação da citotoxicidade, liberação de monômero residual, sorção e solubilidade em água de resinas compostas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Retamoso, Luciana Borges
Orientador(a): Oshima, Hugo Mitsuo Silva lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Odontologia
Departamento: Faculdade de Odontologia
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1103
Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a toxicidade de resinas compostas utilizadas em Odontologia por meio do teste de citotoxicidade "in vitro", bem como determinar a sorção e solubilidade em água e a liberação de monômero residual destes materiais. Desta forma, foram montados 3 grupos de acordo com a classificação das resinas: resina nanoparticulada (Supreme), nanohíbrida (Esthet-X) e microhíbrida de partículas finas (4seasons). Um único incremento de resina foi inserido em uma matriz de teflon de 3mm de diâmetro e 2mm de espessura e foram imediatamente polimerizados. Cada grupo foi subdivido em 2 de acordo com a fonte de luz utilizada para polimerização das resinas compostas (luz halógena e LED) (n=10). A mensuração da sorção e solubilidade em água foi obtida pela pesagem, em balança de precisão, antes a após imersão em água e em dessecador. A liberação de monômero residual foi realizada por espectrofotometria por ultravioleta após 24, 48, 72 e 168 horas. O ensaio de citotoxicidade foi realizado por meio de cultura de fibroblastos (linhagem NIH/3T3) em meio D-MEM completo. Após obtenção de confluência de 80%, a suspensão foi adicionada sobre as placas de 24 poços, contendo os corpos de prova, sendo incubados em estufa a 37ºC, por 24, 48, 72 e 168 horas. Após esse período, a viabilidade celular foi verificada pelo teste do MTT. Os valores para cada teste foram tabulados e analisados estatisticamente. Os resultados demonstraram que a fonte de luz utilizada não influenciou a sorção e solubilidade em água. Entretanto a liberação de monômero residual e a citotoxicidade foram influenciadas pela fonte de luz, com a fotopolimerização com LED reduzindo a liberação de monômero e consequentemente, a citotoxicidade. O tempo interferiu apenas na liberação de monômero, com pico após 3 dias. Concluiu-se que todas as resinas estudadas demonstram alteração após imersão em água, diferentes níveis de liberação de monômero residual e citotoxicidade. Além disso, pôde-se afirmar que as resinas compostas fotopolimerizadas por LED apresentam menor liberação de monômero residual e citotoxicidade.