Desvelando o bullying nos contextos de trabalho através de trajetórias femininas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Meurer, Bruna lattes
Orientador(a): Strey, Marlene Neves lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Departamento: Faculdade de Psicologia
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/695
Resumo: A presente dissertação é constituída por três artigos, um teórico e dois empíricos, sendo que o eixo central entre eles é o fenômeno bullying no trabalho e suas interfaces com as questões de gênero. O primeiro artigo teórico problematiza os discursos e estereótipos produzidos pelas ciências, que incidem sobre mulheres e homens que praticam ou são vítimas do bullying. São realizadas, assim, reflexões que permitem compreender como as práticas psi em pleno século XXI, utilizam-se de antigos métodos para o controle social dos corpos no aparato social. Desse modo, a partir de uma perspectiva psicossocial atentamos para o fato de que o bullying não se refere apenas a uma conduta individual anti-social, mas está relacionado a condicionantes individuais, grupais, organizacionais e sociais. O segundo artigo empírico buscou conhecer os sentidos atribuídos ao bullying através dos discursos de mulheres que vivenciaram esse fenômeno ao longo da sua trajetória profissional, e trazer à cena as questões de gênero que se inscrevem nesse processo. Por fim, o terceiro artigo tem por objetivo desvelar as múltiplas formas de afetação do bullying a vida de mulheres que vivenciaram esse fenômeno em seus contextos de trabalho, evidenciando produções discursivas em torno do bullying perpassadas pelos discursos psicológicos, acadêmicos e midiáticos produzidos sobre bullying no Brasil e em outros países. Esses relatos, na maior parte das vezes, descolavam o foco de análise do coletivo para o individual e tendiam a adentrar no território normativo da patologização dos sujeitos. Por fim, são feitas reflexões que mostram, que enfrentar a violência contra as mulheres nos ambientes organizacionais, em todas as suas formas e taxionomias, requer não só uma percepção multidimensional do fenômeno, como também a convicção de que para superá-lo é preciso investir no desenvolvimento de políticas que acelerem a redução das desigualdades entre homens e mulheres no trabalho.