Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Hartung, Kaytson
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Orientador(a): |
Oliveira, Mírian
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Administração e Negócios
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Departamento: |
Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia
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País: |
BR
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/5615
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Resumo: |
Em um ambiente econômico atualmente instável e um mercado cada vez mais competitivo, o conhecimento é cada vez mais importante para as empresas. O capital intelectual, utilizado de forma crescente pelas empresas para avaliar seu valor, precisa ser gerenciado por um processo de gestão do conhecimento. Uma das ferramentas de gestão do conhecimento que têm tido destaque nos últimos anos são as Comunidades de Prática (CoPs), que consistem em um grupo de pessoas reunidas em torno de um domínio de conhecimento específico. É esperado dessas CoPs benefícios como a inovação, a criação de ideias, assim como a melhoria da produtividade e da eficiência entre outros. Essa pesquisa analisa seis CoPs de uma empresa multinacional desenvolvedora de software, abordando aspectos relativos à estrutura, operacionalização, benefícios das CoPs, gestão do conhecimento e contribuição das CoPs para a inovação. Com esse fim, realizou-se um estudo de caso múltiplo em que se analisou as CoPs tanto individualmente como comparativamente. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com três gestores da empresa, dezesseis membros das CoPs e um especialista em gestão do conhecimento. Também foram coletados documentos e realizadas observações. Os dados coletados foram submetidos à análise de conteúdo qualitativa, sendo classificados com auxílio do software MAXQDA. Os resultados indicam que essas CoPs se encontram em um estágio intermediário de seu ciclo de vida, no qual não existe um engajamento total da empresa ou dos membros das CoPs. As motivações das pessoas em participar são principalmente individuais, contribuindo para uma polarização da participação ativa nas CoPs e para o não desenvolvimento do domínio de conhecimento destas. Foi possível confirmar alguns dos benefícios previstos pela literatura, como diminuição da curva de aprendizado, capacitação profissional, maior rapidez na exposição a conhecimentos, além de uma maior facilidade para a resolução de problemas. Porém, a falta de métricas dificulta a valorização da CoP pelos gestores e pelos membros, fazendo com que as CoPs não obtenham suporte formal da gerência. Dessa forma, as CoPs não conseguem atingir todo o seu potencial de desenvolvimento. Os resultados sugerem que as atividades das CoPs têm um enfoque no conhecimento tácito, através da interação das pessoas. As atividades focadas em conhecimento explícito são utilizadas para o recrutamento e o treinamento. No entanto, as pessoas não continuam na CoP para desenvolverem o conhecimento adquirido nos treinamentos, por exemplo. As CoPs possuem uma estrutura semelhante, e as diferenças notadas entre elas não têm relação com seu nível de desenvolvimento em seu ciclo de vida ou maturidade do processo de inovação. Pode-se afirmar que não existe um processo formal de inovação, sendo que esta, quando acontece, se dá por um processo informal. Não foi possível identificar a contribuição exata das CoPs para a inovação, mas também não se pode dizer que seja inexistente. É possível perceber que as CoPs possuem grande potencial para contribuir para a inovação, porém elas precisam se desenvolver, obtendo a valorização das pessoas e da empresa para atingir esse potencial. Nesse sentido, foi possível identificar fatores que parecem influenciar a inovação. Desequilíbrio entre as diferentes estratégias de gestão do conhecimento, suporte formal da empresa, valorização pelos funcionários parecem ter grande influência no desenvolvimento da CoP, assim como na inovação. Por outro lado, as ferramentas e a diversidade de domínio do conhecimento parecem não ser tão relevantes. |