O trabalho indígena na produção da borracha no vale do Guaporé : identidade e resistência do povo Puruborá
Ano de defesa: | 2025 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades Brasil PUCRS Programa de Pós-Graduação em História |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11534 |
Resumo: | A presente tese tem por objetivo analisar através da História Oral, e da História indígena a trajetória do povo Puruborá, um povo que foi contatado por Rondon, no estado de Rondônia em 1909, e de imediato foi inserido no contexto do primeiro boom da borracha na Amazonia. Como consequência do contato, como ocorreu com todos os povos indígenas no Brasil, esse grupo étnico irá sofrer com a guerra bacteriológica que os não índios traziam consigo e, para os quais seus organismos não tinham proteção. Os poucos sobreviventes passaram a atuar na extração do látex, foram impedidos de se casarem entre si, de manterem comunicação na língua o Tupi Puruborá, isso implicou num processo de miscigenação entre indígenas, colonizadores e quilombolas. Os Puruborá passaram ainda por vários processos diaspóricos, o primeiro quando do fim do primeiro boom da borracha, o segundo quando da demarcação da Reserva Biológica do Guaporé e a terceira quando da demarcação da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, ambas na década de 1980. Foram declarados pela FUNAI como povos extintos, no entanto no início do século XX retornam e se aglutinam em torno da Aldeia Aperoi e, retomam sua luta pela (re)demarcação do território, por educação intercultural e pela saúde indígena. Portanto, se trata de uma tese que vai falar de sua resistência e resiliência |