[pt] A POLÍTICA CONTEMPORÂNEA: ENTRE TRANSINDIVIDUALIDADE E ACONTECIMENTO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: MARCUS VIDAL MOURA DOS SANTOS
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69285&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69285&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.69285
Resumo: [pt] Na presente tese, procuramos abordar uma política do acontecimento e da transindividualidade com o objetivo de pensar a política contemporânea e os processos de subjetivação e individuação nela implicados. Para tal objetivo, procedemos a uma reconstituição das ontologias da individuação em Gilbert Simondon e do acontecimento em Gilles Deleuze que realizaram contribuições inaugurais a essa questão. Orbitando em torno desse núcleo, valemo-nos da ontologia da afetividade em Espinosa, por meio da leitura de Étienne Balibar, e das ontologias da cooperação intercerebral em Tarde e da imagem em Bergson, na abordagem de Maurizio Lazzarato. Balibar e Lazzarato cumprem, nesse projeto, a função de intercessores entre essas ontologias e a conjuntura política atual. Por meio dessa constelação de autores, buscamos delinear as condições de uma nova prática da resistência e da ação política que fizesse frente à individualidade dominante do sujeito liberal, buscando suas fontes não na ação consciente de um agente racional, mas na dimensão afetiva do indivíduo tomado como uma operação de produção. Na primeira parte da tese, debruçamo-nos sobre a ontologia da transindividualidade de Simondon e a sua mediação contemporânea, realizada por Balibar. Na segunda, procedemos, de forma análoga, a apresentação da ontologia do acontecimento, por meio da teoria das multiplicidades em Deleuze, e sua atualização em uma política do acontecimento na obra de Lazzarato.