[pt] OS ATAQUES AO ENQUADRE NOS CASOS-LIMITE ENQUANTO TENTATIVAS DE PASSAGEM PARA O CAMPO DO USO DO OBJETO
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
MAXWELL
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=22244&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=22244&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.22244 |
Resumo: | [pt] A dissertação consiste numa pesquisa teórica que propõe o argumento de os ataques ao enquadre, frequentemente empreendidos pelos casos-limite, constituírem a tentativa clínica de passagem para o campo do uso do objeto. A agressividade não bem manejada pelo ambiente prejudica o reconhecimento da externalidade, resultando numa tendência à destruição que se torna característica central da clínica com estes casos. O trabalho do negativo malsucedido impossibilita a construção do espaço da ausência no psiquismo, fundamental à construção de representações, à instauração das fronteiras intrapsíquicas e intersubjetivas e ao investimento em objetos substitutos. Os prejuízos relativos à agressividade e ao trabalho do negativo redundam na precariedade das fronteiras entre o eu e o outro, sugerindo a prevalência de uma relação pautada na vertente subjetiva do objeto, logo não reconhecido em sua natureza externa. As contribuições de Winnicott e Green fundamentam nossa hipótese de que a destrutividade – expressa na clínica dos casos-limite através dos ataques ao enquadre – consiste numa tentativa atuada de passagem para o campo do uso do objeto, que consolida a unidade do self ao mesmo tempo que possibilita o reconhecimento do objeto na realidade compartilhada. |