As vivências dos trabalhadores voluntários em uma instituição religiosa em tempos de pandemia: uma leitura psicodinâmica
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Escola de Ciências Sociais e da Saúde Brasil PUC Goiás Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Psicologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/handle/tede/5168 |
Resumo: | A presente dissertação teve como objetivo geral analisar as vivências dos trabalhadores voluntários em relação ao seu trabalho em uma instituição religiosa. Trata-se de um estudo de caso de caráter descritivo e exploratório, fundamentado na Psicodinâmica do Trabalho, que busca desvelar e compreender os aspectos psíquicos e subjetivos que emergem das relações entre a organização do trabalho e o trabalhador. Utilizou-se para a coleta de dados análise documental e entrevistas individuais, e a análise clínica do trabalho. Participaram da pesquisa 12 voluntários, com idade entre 32 e 72 anos de idade, de ambos os sexos. Os resultados são apresentados através de três artigos. No primeiro artigo intitulado "O trabalho voluntário, uma revisão", o objetivo foi realizar um levantamento das publicações nacionais no portal de periódicos CAPES no período de 2015 a 2020, sobre o tema trabalho voluntário. Na análise dos dados evidenciou-se que a compreensão das motivações para esse trabalho é um desafio complexo e particularizado, permeado por múltiplas construções sociais. O segundo artigo intitulado "A organização do trabalho em uma instituição religiosa" teve como objetivo analisar a organização do trabalho dos trabalhadores voluntários em uma instituição religiosa, enfocando as condições e relações socioprofissionais. Com o início da pandemia o trabalho voluntário na instituição teve suas condições e relações de trabalho, antes de forma presencial alteradas para as atividades remotas. As relações dentro da instituição eram marcadas pela cooperação, comunicação e reconhecimento do trabalho. Os trabalhadores voluntários vivenciaram novas adaptações e os debates dessas problemáticas foram realizados em grupo para reorganização das tarefas, trocas de equipes ou demandas e, nos casos de insatisfação, alguns buscaram atividades em outras instituições com a mesma formatação. O terceiro artigo intitulado "O trabalho voluntário: as vivências dos trabalhadores" objetivou analisar a mobilização subjetiva dos trabalhadores voluntários enfocando as vivências de prazersofrimento em relação ao seu trabalho em uma instituição religiosa. Teve caráter descritivo e exploratório baseado na abordagem da Psicodinâmica do Trabalho enfocando na mobilização subjetiva. As vivências de prazer estão ligadas à satisfação e engajamento onde o trabalhador se identifica com a tarefa que realiza a atividade. Verificou a presença de liberdade e autonomia na instituição. Como indicadores de vivências de sofrimento, a maioria dos voluntários se queixam das dificuldades em se adaptar às novas tecnologias e à tensão emocional pela falta do trabalho voluntário presencial impedido pelo isolamento social decorrente da pandemia. Portanto, os voluntários entrevistados declararam que a pessoa deve ter flexibilidade e dedicação para se adaptar, caso contrário, sua atuação não ultrapassará o contexto das vivências de sofrimento. Diante do contexto mundial da pandemia da COVID-19 e das constantes transformações no mundo do trabalho geradas pelo isolamento social foi de extrema importância os estudos nas relações estabelecidas pelo voluntariado em sistemas novos de atuação. Trazendo ainda mais desafios para a prática do voluntariado, que se pauta justamente na doação ao outro, na interação, na entrega e que se encontra em processo de questionamento neste momento em que a manutenção da vida depende justamente do isolamento social |