ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA CRIANÇAS EM SITUAÇÃO SOCIAL DE POBREZA: Uma intervenção pedagógico-didática (dialético-interativa) com a abordagem histórico-cultural.
Ano de defesa: | 2014 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências Humanas BR PUC Goiás Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Educação |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://localhost:8080/tede/handle/tede/716 |
Resumo: | A pesquisa vincula-se à problemática das relações entre desigualdade social e desigualdade educativa abordando, especificamente, a complexa questão da busca de qualidade no ensinoaprendizagem, no sentido do desenvolvimento humano com autonomia e real emancipação visando a melhoria da vida, em instituições escolares da Educação Infantil para crianças em idade pré-escolar na condição social de pobreza (classificação do IBGE-BRASIL). São apresentados resultados de investigação de processos de ensino-aprendizagem na Escola Infantil mantida pela Associação Douglas Andreani, na Comunidade Monte Cristo-Parque Oziel-Gleba B, em Campinas (Estado de São Paulo, Brasil), onde se articulam conteúdos escolares (conceitos, habilidades, valores, afetos), motivos e práticas socioculturais e institucionais. Esta pesquisa foi conduzida durante o ano de 2012 tendo como cenários a escola, as crianças (4-5 anos), professoras, coordenadoras pedagógicas, gestores, demais trabalhadores da Instituição e pessoas nessa comunidade em situação social de pobreza, considerada pelos critérios do IBGE como favela. A investigação qualitativa é um estudo de caso e consistiu de ações de intervenção pedagógico-didática (dialético-interativa), dentro da abordagem histórico-cultural elaborada por Lev S. Vigotski, A. Luria, A. Leontiev (teoria da atividade) e V. Davydov (teoria do ensino para o desenvolvimento), ampliada pela teoria do ensino-aprendizagem radical-local proposta por Mariane Hedegaard e Seth Chaiklin. A análise dos dados incluiu o estudo da situação social, da aprendizagem e do desenvolvimento de crianças mediante pesquisa da totalidade da situação social proposta por Mariane Hedegaard e Marilyn Fleer, a partir do que foram realizadas análises e interpretações das vivências dos participantes. O estudo mostrou a relevância em ações de ensinoaprendizagem, do conhecimento que os participantes da pesquisa trazem do seu cotidiano, articulado ao conhecimento escolar, para a formação de conceitos cotidianos e científicos (escolares). Desse modo, as subjetividades pessoal e social são abordadas como constituintes da construção de novas formações psicológicas pelos alunos, como condição para o desenvolvimento humano e da personalidade (F. González Rey), na unidade inseparável dos aspectos: emocional, afetivo, cognitivo, estético e moral da psique. A pesquisa também indicou caminhos didático-pedagógicos para os estudos na área de formação de professores, planejamento didático e procedimentos de pesquisa qualitativa, principalmente quando desenvolvidos nos cenários concretos da escola e da sala de aula. Pretendeu, ainda, contribuir para o debate na área problema público/privado e do chamado terceiro setor, na Educação Brasileira contemporânea, e também para o campo da Pedagogia Social, que vem se desenvolvendo tangencialmente à Pedagogia Escolar. |